Ouvidoria da Polícia do Estado de SP: há “indícios fortes” de que PM assassinou quatro jovens desarmados

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Da redação – A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo afirmou, após analisar o laudo da perícia no caso onde policiais militares assassinaram quatro jovens no Jaguaré, zona oeste, que as armas encontradas com as vítimas e as marcas de tiros nos corpos, não demonstram um cenário de conflito como os agentes do Estado afirmaram, e sim, que há “indícios fortes” de uma cena de assassinato covarde.

O caso se deu no dia 6, após uma “perseguição”, em que, para a Ouvidoria, os indícios demonstrariam que os PMs mataram os adolescentes sem os mesmos efetuarem disparos ou resistência. O documento declara que os laudos balísticos feitos nos corpos dos adolescentes mortos, dois de 16 e dois de 17 anos, mostram que, em um deles, que levou três tiros, um dos disparos foi dado de cima para baixo. No segundo, a vítima que recebeu quatro disparos, haviam tiros nos braços e antebraços, nas regiões lombar e glúteas, indicando tiros pelas costas. No corpo do terceiro assassinado também se evidenciou os disparos nos braços e de cima para baixo. E, no último corpo analisando, também foi encontrado um tiro no glúteo.

O ouvidor, Benedito Mariano, afirmou: “tiros de cima para baixo são condições que não batem com uma situação de confronto”.

Das três testemunhas interrogadas pelos órgãos de investigação civil e militar, duas delas disseram que os relatos do bairro são de que os jovens se renderam, foram mortos e que, depois disso, os policiais simularam um confronto.

Fica claro que os jovens foram assassinados de costas, sem apresentar nenhum perigo aos assassinos. É preciso denunciar que essa corporação passa por cima da lei, matando milhares de inocentes ao ano.

O que deve ser dito aqui é uma comprovação política sobre a ação desses serviçais da burguesia, ainda mais após a vitória do fascista Jair Bolsonaro. Os órgãos de repressão da burguesia, principalmente a PM – corporação que matou 225 mil negros em 10 anos -, estão se sentindo à vontade, mais do que o normal, para matar.