Ouvidoria aponta manipulação na investigação de morte de negro pela PM

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Em março, uma suposta troca de tiros envolvendo cinco policiais militares, vitimou Djaedson Roque da Silva Júnior, de 23 anos, em Osasco, na Grande São Paulo. De acordo com a versão dos PMs, Djaedson teria recebido a tiros os policiais que foram até o local averiguar uma tentativa de roubo de veículo, os PMs revidaram causando a morte do jovem baleado quatro vezes.

Um documento formulado pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo concluiu que houve excesso e falhas na investigação no caso ocorrido em 2 de março de 2019, onde os policiais excederam a legítima defesa pois eram em maioria e a vítima levou quatro tiros, além de interferirem na cena do crime. É um modus operandi da polícia após assassinar pretos e pobres Brasil afora, fingem estar socorrendo a vítima levando o corpo até um hospital para poderem alterar as cenas dos crimes que cometem contra a população.

Dentre os PMs envolvidos estava o filho do deputado estadual Coronel Telhada do PP, Rafael Henrique Cano Telhada, que comemorou em suas redes sociais a morte de Djaedson com os dizeres: “mais um inimigo tombado”. O próprio Coronel Telhada, quando ainda integrava a Rota de São Paulo, acumulou em sua ficha mais de 30 mortes nos 30 anos em que figurou como policial militar, e  o fascista declarou não sentir vergonha alguma da lista sangrenta pois seria apenas um resultado de seu trabalho.

Parte integrante da bancada da bala na Alesp, Telhada que já está no segundo mandato de deputado, costuma se vangloriar dos assassinatos que cometeu, assim como o filho, além de considerar uma missão divina as dezenas de pessoas que vitimou. Em seu primeiro mandato, eleito pelo PSDB, o Coronel foi indicado pelos democráticos e razoáveis tucanos para a Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia causando revolta de entidades e parlamentares.

É bem provável que no fim das contas o documento enviado à Corregedoria da Polícia Militar resultará em punição nenhuma para os PMs envolvidos em mais um assassinato na periferia, pois os próprios órgãos da polícia tratam de acobertar as ações criminosas de seus integrantes.

Desmilitarizar a polícia, investir em ouvidorias e corregedorias, não resolverão as milhares de mortes resultantes do caráter fascista repressivo das polícias, uma vez que esse é o único objetivo do braço armado do estado burguês. A única solução para o fim da violência policial é a dissolução da PM, assim como de todo o aparato de repressão.