Imperialismo
Diante da vitória da ala imperialista oficial nas eleições presidenciais norte-americanas, o grupo militar já prevê a permanência no território do Oriente Médio.
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Soldados da OTAN no Iraque nos primeiros anos da invasão em 2004. | Foto: RNW.org

As operações da OTAN no Iraque terão continuidade por mais cinco anos. É o que afirma a chefe das tropas militares na região a Major-General (MGen) Jennie Carignan. A canadense assumiu oficialmente o comando da Missão da OTAN no Iraque (NMI) em 26 de novembro de 2019 em cerimônia realizada no Forward Operating Base Union III, Bagdá, capital do Iraque, onde a mesma substituiu o também canadense MGen Dany Fortin.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma aliança militar intergovernamental baseada no Tratado do Atlântico Norte, que foi assinado em 4 de abril de 1949, na esteira da reconfiguração geopolítica do pós II Guerra Mundial.

Diante do anúncio os iraquianos decidiram protestar contra a continuidade da ingerência em seu próprio território. A resistência do povo iraquiano, porém, é antiga. O mesmo já trava uma longa luta, inclusive de guerrilhas, contra a ocupação imperialista desde o início dos anos 2000.

O bloco imperialista sob a liderança dos Estados Unidos ainda nos anos 90 iniciou uma série de ataques visando o cerco total e a deflagração de um conflito inevitável contra o Iraque, o episódio desembocou mais tarde na Guerra do Golfo.

Já a ocupação atual teve como origem a desculpa de que Saddam Hussein financiava a Al-Qaeda e tinha armas de destruição em massa, o que nunca foi provado pelos imperialistas.

Os EUA então com o apoio de todo o imperialismo mundial, como Grã-Bretanha e Espanha, invadiram o Iraque, bombardearam o país, destruíram toda a sua infraestrutura para depois “reconstruí-lo” entregando a economia do país para os grandes monopólios da construção civil e companhias petroleiras.

Desde então meio milhão de pessoas foram mortas nos conflitos no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão na chamada Guerra ao Terror lançada pelos Estados Unidos após os “ataques de 11 de setembro de 2001”, revela um estudo (2018) do Instituto Watson de Assuntos Internacionais e Públicos, da Universidade Brown, que calcula o número de mortes entre 480 mil e 507 mil, uma estimativa tímida inclusive.

Até 2018 entre 182.272 e 204.575 civis foram mortos no Iraque, 38.480 no Afeganistão e 23.372 no Paquistão. Isso sem mencionar as torturas e dos incontáveis crimes de guerra do imperialismo contra o povo iraquiano.

A decisão da OTAN de permanecer em solo iraquiano se dá porque aquela região ainda é estratégica economicamente e segue fornecendo matéria-prima para ser explorada; o que significa que o território precisa ser controlado rigidamente pelo imperialismo, ainda mais quando os povos do Oriente Médio perdem cada vez mais a paciência com o bloco militar, podendo estes se unir contra ele.

Nesse sentido é que Joe Biden (Democratas) foi eleito nos EUA, figura chave na guerra contra o Iraque, tendo este votado a favor do uso da força militar contra o país. A vitória da ala imperialista tradicional nas eleições presidenciais norte-americanas, encarnada pela figura do ex-vice-presidente de Barack Obama possibilita à OTAN estender seu domínio sob este território no Oriente Médio por mais tempo, justamente para manter a política de guerras de rapina contra esses países.

Em tempo

Entre 2009 e 2017 Joe Biden foi o vice-presidente de Barack Obama. Obama foi um dos mais belicosos presidentes americanos, o supremo representante do imperialismo e verdadeiro senhor da guerra.

Durante seus dois governos, Obama impulsionou as forças armadas americanas com as guerras contra o Iraque, o Afeganistão, a Líbia e Síria, além de promover golpes de estado em vários países, incluindo o Brasil. Segundo dados, apenas em seu último ano de governo, 2016, os Estados Unidos realizaram mais de 26 mil bombardeios em sete países, ou algo como 70 bombardeios por dia. Naquele ano o maior alvo foi a Síria, onde o foco foi o ISIS, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

O imperialismo, através da figura de Obama, esteve presente no golpe de estado, que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a consequente eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro em 2018.

 

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