Dramaturgia e perseguição
O grande escritor, poeta e dramaturgo inglês foi perseguido até a morte por conta da moral burguesa do século XIX, que abominava a homossexualidade
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Oscar Wilde
Estátua de Oscar Wilde em Dublin, Irlanda | Foto: Anaxila

Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde, mais conhecido como Oscar Wilde, foi um dos maiores dramaturgos da literatura inglesa e internacional do século XIX. Com grande prestígio até os dias de hoje, quando jovem estudou na Portora Royal School de Enniskillen e no Trinity College de Dublin, onde se destacou no estudo da literatura latina e helênica. Sua obra se focava no gênero do poema. Posteriormente ingressou no Magdale de Oxford por meio de uma bolsa de estudos. Wilde saiu de Oxford em 1878, logo após ganhou o prêmio “Newdigate” com o poema “Ravenna”.

Passou a morar em Londres, uma grande cidade industrial na época, e sua vida social passou a ser alvo de ataques à sua pessoa e à sua obra. Foi convidado ao Estados Unidos para ministrar uma série de palestras sobre o movimento social que desenvolveu com seus trabalhos, o dandismo, cuja principal ideia é o belo como um antídoto para os horrores da vida na sociedade industrial.

Abandonou a exposição do seu movimento para ingressar no mundo literário em Paris. Volta rapidamente para a Inglaterra e casa-se com Constance Lloyd, filha de um rico advogado de Dublin, indo morar em Chelsea, um bairro de artistas londrinos. Com Constance teve dois filhos. Cyril, em 1885 e Vyvyan, em 1886. O período de 1887 a 1895 foi considerado o melhor do escritor, poeta e dramaturgo. Foi nessa época em que o romance O Retrato de Dorian Grey foi escrito.

A vida de Wilde melhorava graças a melhora de sua condição financeira. Com o sucesso literário, a vida boêmia passou a ser ainda mais notada e caracterizada por muitos como “excêntrica”. Nessa etapa de sua vida o autor passou a ser alvo de muitos ataques morais, em especial, as acusações de sodomia, travestismo e pedofilia. Essas acusações visaram, no primeiro momento afastá-lo de Alfred Douglas, conhecido como Bosie, filho “problemático” do Marquês de Queensberry. Porém, com o tempo, as acusações tomaram grande proporção e passaram a figurar como propaganda contra o artista e sua grandiosa obra considerada uma obra-prima. Contudo, após diversos testemunhos, julgamentos e condenações, suas obras permanecem imortalizadas e são encenadas e lidas até hoje. Na cadeia, Oscar Wilde perdeu toda sua reputação e sua saúde, três anos após sua soltura veio a morte por meningite infecciosa.

Uma análise da vida do autor mostra como a acusação moral e criminal transpassa o propósito da vida e da obra do autor e se torna um ataque pessoal e também à sua obra, limitando-a ou até extinguindo-a. Tais ataques só reforçam a moral distorcida estabelecida pela burguesia enquanto classe dominante e buscam legitimar os ataques aos artistas e intelectuais e às expressões e representações populares, ou seja, ao que de fato importa para a população. Ao contrário, a moral depende da época e do local e é utilizada somente para contrapor os oprimidos na luta de classes, como por exemplo, a crítica à homossexualidade e ao travestismo. É preciso denunciar e não fazer coro com a direita em ataques morais, pois o valor de um artista está no tamanho da contribuição da sua obra para a humanidade e não nas suas ideias ou ações. Portanto, é preciso lutar pela liberdade de expressão dos artistas, independentemente de fatores morais.

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