Nada de enrolação
Os patrões do setor industrial que, atualmente, estão obtendo altíssimos lucros, estão deixando os trabalhadores sem reajuste salarial
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mesas de produção em frigoríficos
Produção em frigoríficos | Foto: Reprodução

Mesmo os frigoríficos somando altíssimos valores durante todo o período compreendido pela pandemia do coronavírus no Brasil, onde os balanços financeiros apresentados, em determinados grupos desse setor industrial, chegam a ultrapassar sete vezes no mesmo período do ano de 2019, no entanto, os patrões se negam a abrir negociações com os trabalhadores.

Nos últimos seis meses, por exemplo, o grupo JBS/Friboi obteve lucro que ultrapassa a R$ 6 bilhões, da mesma forma outro frigorífico, o Marfrig Group, somente no período de julho a setembro de 2020 ultrapassou em cerca de sete vezes o lucro, em comparação ao mesmo período de 2019, ou seja, no ano anterior o frigorifico teve lucro de R$ 100 milhões, enquanto em 2020, o lucro foi de R$ 674 milhões.

Ainda, diante do produto em que os trabalhadores manipulam, ou seja, a carne sofreu reajustes periódicos durante todo o ano e, em determinados produtos processados nos frigoríficos foram majorados em mais de 100%, apesar da pandemia.

Enquanto isso, os trabalhadores vêm amargando um salário que está congelado desde 2017 devido aos patrões estarem interessados simplesmente em retirar conquistas históricas dos trabalhadores, além de oferecerem zero de reajuste salarial, principalmente diante de uma inflação maquiada, onde temos produtos e serviços aumentando em mais de 20%.

Os trabalhadores reivindicam reposição das perdas salariais de 48%, o correspondente ao período confiscado pelo governo FHC, os três anos em que operários recusaram em assinar o rebaixamento da pauta;

Redução na jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem redução nos salários;

Salário mínimo de R$ 5.500,00;

Cesta Básica de 45 quilogramas;

Convênio médico gratuito para todos os trabalhadores e sua família;

Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

Os trabalhadores exigem que seja discutida a situação dos trabalhadores, quanto às condições de saúde e segurança no trabalho, diante da pandemia do coronavírus, onde a situação é de verdadeira tragédia. São mais de 250 mil trabalhadores contaminados em todo o país, bem como enorme número de mortos, devido ao descaso dos patrões, no estado de São Paulo a situação não é diferente.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo está percorrendo as regiões e debatendo com os operários, nas portas das fábricas sobre a organização de uma greve para fazer com que os patrões deixem de enrolar e iniciem a campanha salarial imediatamente.

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