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Os problemas que temos pela frente com a ascensão dos militares
Os problemas que temos pela frente com a ascensão dos militares

A política nacional tende a se polarizar mais com a crise que o regime político atravessa, simplesmente o fato da esquerda ter a figura de Lula perante todo o desmantelamento da direita nacional coloca o aprofundamento do golpe, que precisará entrar em um estágio mais violento e armado para se manter no poder. Entenda melhor tudo isto e saiba por qual motivo os militares se movimentam no vídeo a seguir:

“Os problemas que temos pela frente que estão relacionados com a Intervenção dos Militares: 1- A prisão do Lula, tendo aqui duas variantes críticas. A primeira é que Lula seja preso e isso gere uma situação de descontentamento popular muito grande, já sabendo que o Governo Temer tem uma impopularidade tremenda. A Intervenção Militar não amenizaria isto, mas tende a agravar a crise. A situação econômica é extremamente crítica, que baseado no crescimento do PIB de 1% no ano passado, muito mais uma oscilação do que um movimento sério de crescimento.

Todos os economistas chamaram a atenção que o crescimento foi de apenas 0,1%. O regime político em tamanha crise tem a possibilidade da rebelião popular ocasionada pela prisão do Lula em ambiente tão de desmoralização do governo e da autoridade política.

A segunda eventualidade que faz com que as Forças Armadas é aquele em que Lula não seja preso, há uma divisão profunda dentro da burguesia, vemos aí que os advogados do Lula entraram com um pedido de Habeas Corpus, que no STJ e STF se remetem diretamente a possibilidade de prisão do Lula. Tendo o problema da Segunda Instância, sendo que esta é a quarta votação sobre o tema dentro do STF e que a questão permanece parada, apesar de que o problema está no centro da crise da política nacional.

A decisão do STF é difícil por que uma parte considerável da burguesia está contra a prisão em segunda instância, sendo que se o Lula for inocentado a crise por cima do regime vai se aprofundar por que os setores de direita do regime exigirão uma ação mais contundente contra Lula e o Partido dos Trabalhadores.

Temos a situação curiosa em que se Lula for preso ou não, haverá uma tendência de acentuação da crise política, sendo o Exército se colocado no controle do Rio de Janeiro para se posicionar melhor caso precise atuar no controle do aprofundamento da crise política. Os problemas centrais que se colocaram desde o começo da crise estão aí: a prisão e a candidatura de Lula. Sendo tudo isso elemento de crise do regime político.

O fato em que se encontre diante de um sistema político em que entrará em crise diante de todas as alternativas que estão colocadas mostra a profundidade da crise deste regime neste momento. Quando as coisas se colocam dessa maneira é por que a crise de conjunto já é muito profunda. A não participação de Lula na eleição pode gerar uma crise tão profunda quanto a sua participação.

O Conjunto das manobras que estão sendo feitas pela burguesia e a falta de uma perspectiva clara em definir uma candidatura unitária do conjunto da burguesia, alguém que seja capaz de conseguir em primeiro lugar unificar a burguesa. Pode-se ver que o Dória se lançou candidato e foi bombardeado, o Alckmin a mesma coisa, o Luciano Hulk também e uma série de candidaturas. Do lado da direita também temos uma confusão e uma série de candidaturas, como na esquerda, com a diferença que do lado da esquerda a candidatura do Lula é muito superior ao das demais da direita.

Um candidato não deve ser capaz apenas de ganhar as eleições, por que disso a burguesia tem meios para fazer acontecer, mas depois de ganhar as eleições é preciso governo e é preciso uma autoridade para que o regime político não entre em profundo estágio de desestabilização, que pode ser catastrófica para a burguesia. Se por algum acaso a burguesia levasse a crise até as eleições e ganhasse um candidato fraco, teríamos uma espécie de governo Sarney.

O governo Sarney é um regime que apesar de todas as tentativas da ala esquerda do regime, o PMDB, ele não conseguia se apresentar como popular. A inflação escapou de controle e a impopularidade do governo fez com que ele fosse completamente demolido pela investida da classe operária. Se se repete um cenário deste, será infinitamente superior ao que ocorreu na época. A burguesia sabe disso, que não adianta enfiar goela abaixo um candidato impopular que não conseguirá disciplinar a condição política nacional e isso explica a movimentação dos militares, que entendem que uma das possibilidades é um governo no mínimo apoiado pelas Forças Armadas. Tais possibilidade não são remotas, mas uma daquelas que está colocada pela situação política imediata.”

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