A farsa da imunização
Os governantes científicos na realidade vem aprofundando a crise aberta pelo fascista Jair Bolsonaro
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Prefeito de Montes Claros fura a fila da vacina da Covid-19 | Foto: Juliana Peixoto/Inter TV
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Prefeito de Montes Claros fura a fila da vacina da Covid-19 | Foto: Juliana Peixoto/Inter TV

Os tais governantes “científicos” estão furando a fila da vacina, tomando a frente dos profissionais de saúde e de outras pessoas prioritárias. Mais uma comprovação de que o rótulo de “científico” é mais um selo criado pela burguesia para promover políticos da direita golpista que nada fizeram para combater a pandemia.

Um dos governantes que “brilham” é o prefeito Humberto Souto (CIDADANIA) de Montes Claros, em Minas Gerais. A cidade está na zona de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e tem em seu entorno uma população extremamente pobre e carente, que está fora da prioridade de vacinação.

Enquanto isso, prefeitos e agentes públicos em todo o País seguem o mesmo exemplo e furam a fila da vacina. Para disfarçar, tiram foto da própria vacinação e usam o falso argumento de “incentivar que a população se vacine”.

Sem contar que esses agentes públicos cometem o crime de prevaricação, ou seja, uso do cargo público para benefício próprio. Isso só demonstra que os assim chamados governantes “científicos” nada mais são do que enganadores do povo. Do contrário, eles respeitariam a prioridade da vacinação para os trabalhadores da saúde e os idosos.

Mas para além disso, o fato é que não existe vacina disponível para toda a população, e segundo o próprio governo não haverá tão cedo.

Os países que as produzem darão prioridade às suas populações e apenas as sobras serão exportadas. Os laboratórios que as produzem comercialmente terão a vacina, mas as venderão com alto custo para os governos, e por consequência, para a população.

Não há também insumos no Brasil para a produção da vacina. Nem mesmo há seringa! Então “só Deus” sabe quando haverá vacina para todos os brasileiros de conjunto. Para os riscos certamente haverá. Não é por acaso que foi afirmado por especialistas médicos que, se não houver pressão da população, não haverá vacinação para todos antes de 2022.

Outro fator que começa a preocupar são as variantes do vírus que tem se adaptado e estão se tornando mais letais, e não se sabe ainda se as vacinas já desenvolvidas servirão para as novas cepas do vírus.

Os governantes “científicos” na realidade vem aprofundando a crise aberta pela política genocida do governo Bolsonaro, mas apenas fingem que estão fazendo algo, sendo acobertados pela imprensa burguesa, como o caso de João Doria (PSDB).

A classe trabalhadora deve ir as ruas e exigir que a vacinação seja controlada diretamente pela população, de forma que ela seja para todos, de forma imediata e segura.

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