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Os EUA têm pressionado de maneira brutal a República Islâmica do Irã nos últimos meses, mais especificamente desde a chegada de Donald Trump ao governo. O principal foco de ataques é o programa nuclear iraniano.

Trump retirou seu país do pacto assinado em 2015 por Barack Obama com a nação persa e os países da União Europeia, além de Rússia e China. A desculpa foi, como sempre, supostas violações do acordo por parte do Irã. Mas a verdade é que a política do imperialismo é a agressão total contra os países oprimidos, a fim de asfixiá-los e derrubar os governos nacionalistas para pilhar suas economias e seus recursos naturais. Por isso também os EUA têm impulsionado um bloqueio econômico para impedir o comércio petrolífero do Irã, a fim de sufocar sua economia, uma vez que o petróleo é o principal produto de exportação do país.

O Irã, que mantém fortes contradições com o imperialismo desde a Revolução de 1979, anunciou que a partir do próximo dia 7 irá enriquecer o urânio acima de 3,67%, que é o limite máximo estabelecido no acordo. Esse acordo, embora o Irã tivesse aceitado e os EUA saído, é um acordo sem nenhum benefício prático para Teerã, porque limita a sua soberania ao impedir que enriqueça o urânio para o desenvolvimento científico e tecnológico ou mesmo militar, enquanto que a sua única garantia é não sofrer mais sanções dos países imperialistas.

Um dos principais temores do imperialismo é que o Irã consiga enriquecer o urânio a um nível superior a 90% – o que, segundo a imprensa capitalista, há possibilidade de ocorrer. Esse nível já permite a sua utilização para a produção de armas nucleares.

Caso semelhante é a pressão exercida pelos Estados Unidos contra a Rússia, com a diferença de que esta já possui armas nucleares desde os tempos da União Soviética. Ontem (03), o presidente Vladimir Putin anunciou a saída oficial de Moscou do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, assinado por Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchev em 1987.

Putin saiu do acordo porque os EUA acusam a Rússia de desrespeitá-lo e, assim, Washington tem utilizado essa desculpa para aumentar a pressão militar e econômica contra o país eurasiático. Rússia e EUA se acusam mutuamente de violarem o acordo, mas ao se verificar a quantidade de armas nucleares de alcance médio que cada um possui, os EUA, como um país imperialismo, têm um poderio muito maior e um potencial também maior para desenvolvê-las devido ao seu poder econômico.

A Rússia, desde a Revolução de 1917, é o país que mais sofre as ameaças do imperialismo, particularmente o norte-americano. E essas ameaças sempre estiveram presentes na área militar. A Guerra Fria nada mais foi do que um cerco gigantesco do imperialismo para destruir o Estado Operário, incluindo a possibilidade de devastação nuclear. Foi justamente por esse motivo que os soviéticos também desenvolveram armas atômicas (é preciso lembrar que os EUA foram os primeiros a desenvolverem, em 1945, e a URSS foi a segunda nação, em 1953).

Ou seja, a URSS desenvolveu poderio nuclear para se proteger de um iminente ataque que sofreria dos EUA que, após a Segunda Guerra Mundial, iniciou uma campanha feroz contra os processos revolucionários no mundo todo e contra os Estados que eram fruto de revoluções socialistas, como a URSS, mesmo sob o domínio stalinista.

A União Soviética só não foi devastada do mapa porque conseguiu produzir armas nucleares para a sua defesa. O mesmo vale para a China, que conseguiu a tecnologia nuclear poucos anos depois da Revolução de 1949.

Atualmente, o maior exemplo é a Coreia do Norte. O país sempre sofreu um bloqueio violento do imperialismo, a ponto de ver sua população sofrer problemas de saúde e alimentares porque não podia fazer comércio com nenhuma outra nação, especificamente na década de 1990.

Foi justamente a partir daí que a Coreia iniciou a produção de armas nucleares, sabendo que a qualquer momento poderia ser atacada pelos EUA, que tinham arsenal nuclear posicionado na Coreia do Sul e ainda hoje mantêm bases militares na fronteira com o Norte. Finalmente, mesmo após grandes tensões nos últimos anos, a destruição nuclear da Coreia não passou de ameaças dos EUA, justamente porque o país asiático comprovou o pleno desenvolvimento de seu poderio nuclear e ameaçou de retaliar na mesma moeda caso os EUA o atacassem.

Todos esses exemplos demonstram que a política de impedimento de produção de armas nucleares por parte dos países imperialistas contra os países atrasados é uma demagogia. As potências podem ter armas nucleares para oprimir os países atrasados, mas os países atrasados não podem tê-las para se protegerem.

Isso facilita o domínio colonial contra os países atrasados, que detêm importantes riquezas naturais (como o petróleo). São inúmeros os episódios de invasões militares, principalmente dos EUA, contra esses países, para saquear seus recursos. Em muitos casos, os países invadidos chegaram a ter programas nucleares (como Iraque e Líbia) mas cederam a acordos fraudulentos com o imperialismo acreditando que, assim, seriam poupados.

As armas nucleares são uma garantia de mínima soberania e independência dos países oprimidos. Todos os países vítimas da opressão imperialista devem ter o direito de desenvolver capacidade nuclear, a fim de assegurar que os grandes monopólios imperialistas não escravizem o que sobrou de seu povo após uma invasão militar.

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