O banqueiro e o coronel
Os golpistas Ciro Gomes e Eduardo Moreira para dar credibilidade a política da frente ampla, que não apoia de fato o fora Bolsonaro, tentam se passar por esquerdistas
ciro e eduardo moreira
Ciro Gomes e Eduardo Moreira em um debate online. | Foto: Reprodução

Na última quinta feira (25/06) aconteceu um debate online entre duas personagens oportunistas da política brasileira que tentam a todo custo se vender como esquerdistas. De um lado o notório Ciro Gomes, peça importante da fraude eleitoral de 2018, que com a remoção ilegal de Lula das urnas deu vitória a Bolsonaro, do outro Eduardo Moreira o banqueiro que apoiou o golpe de 2016 e agora tenta se vender como oposição ao bolsonarismo com seu “movimento” somos 70%. A nova lei de privatização da água havia acabado de ser votada e os dois direitistas tentaram se esquivar para não se desmoralizar completamente frente a esquerda.

O oligarca da família Ferreira Gomes foi o principal a tentar argumentar sobre a votação da lei visto que seu irmão Cid Gomes e seu partido, o PDT, votaram a favor da lei da privatização da água. Como argumento Ciro diz que não é uma lei de privatização mas sim que a lei permite que as empresas estatais possam ser licitadas para empresas privadas.Ele também disse que ele próprio é a favor das empresas públicas e que seu irmão votou pela privatizando discursando a favor das estatais.

Chega a ser ridículo a diferenciação que ele tenta fazer de não ser uma lei de privatização mas uma lei que permite privatizar afinal o resultado é o mesmo. Contudo, mais ridículo ainda é o voto de Cid a favor da lei, dizendo que é defende as estatais, já que, o projeto todo está sendo impulsionado pela Coca Cola com intuito de saquear as reservas de água do Brasil. Ambos os Gomes sabem disso visto que seu padrinho político é o próprio senador Coca Cola, Tasso Jereissati do PSBD, o maior acionista da empresa estadunidense no Brasil.

O golpista de Sobral não consegue terminar seu argumento sem expor seu real objetivo político, atacar o PT. Sua última consideração é que os reais privatizadores foram Lula, Dilma e a sua corrupção que desvalorizou as estatais “com a roubalheira”. O cínico pedetista não só segue afirmando a farsa lava-jatista golpista contra o PT, como também omite que seu padrinho Tasso (que ele sugeriu de candidato a presidência em 2017) é do PSDB, o partido que em 8 anos privatizou quase o país inteiro e que agora está por trás da lei de privatização da água.

O banqueiro Eduardo Moreira ressurgiu recentemente, quando a extrema impopularidade de Bolsonaro ficou evidente a todos, com sua hashtag que virou “movimento”, o Somos 70%. Na verdade o golpista (que saiu às ruas de verde e amarelo em 2016) é só mais um dos propagadores da frente ampla, o próprio nome cunhado é baseado nas pesquisas falsas da burguesia que indicam que Bolsonaro teria um apoio de 30% da população. O golpista agora finge que é de esquerda pois é levemente contra o presidente fascista e tenta canalizar a energia de luta do povo para esse movimento vago e inócuo.

Tanto Ciro quanto Moreira são golpistas e o seu intuito é evidente, manter o regime político de destruição total do país e massacre dos trabalhadores que se iniciou em 2016 com o golpe contra a presidenta Dilma. Sua suposta oposição a Bolsonaro é apenas o reflexo de uma briga interna na burguesia que disputa quem deve estar no governo do país, a direita tradicional ou a extrema direita. A frente ampla é a política da ala que apoia a direita tradicional e ela precisa do apoio da esquerda para funcionar, esta ai o motivo de tantos direitistas oportunistas tentarem se vender como esquerdistas atualmente.

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