Os negros devem se unir ao movimento popular para derrotar os fascistas defensores do golpe de 1964
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Os negros devem se unir ao movimento popular para derrotar os fascistas defensores do golpe de 1964
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Da redação – Como é de praxe nos regimes de tipo fascista, a perseguição e o esmagamento das organizações populares prosseguiu a todo vapor durante a ditadura no Brasil. Os direitistas direcionam sua investidas principalmente para os setores mais fragilizados da população, impedindo que se desenvolva uma luta pelos direitos democráticos.

Assim o movimento negro foi um dos que mais sofreram com o golpe de 64, tendo durante os anos, oficialmente, 41 líderes negros mortos ou desaparecidos, de acordo com dados da Comissão da Verdade. Infiltraram pessoas dentro das organizações como Movimento Negro Unificado, e há relatos de centenas de prisões e torturas de militantes da luta contra o racismo no país. Como o regime não podia suportar uma mínima oposição, até as associações culturais de propagação da cultura negra foram vigiadas como possíveis focos de desenvolvimento de uma resistência.

Os militares espalhavam uma propaganda de um país sem racismo, enquanto reprimiam até quem usasse um corte black power, tamanho era o temor da influência dos movimentos negros armados dos EUA. Toda a repressão absurda que a classe média sofria, a periferia sofria em maior quantidade, pois apenas por ser negro o indivíduo já era perseguido pelo “crime de vadiagem”.

Nessa situação, os setores mais oprimidos da sociedade devem se unir para combater os fascistas que hoje defendem a ditadura e o governo Bolsonaro. As organizações do movimento negro devem criar, junto com o movimento de mulheres, LGBTs, indígenas, etc, grupos de auto-defesa para enfrentar os ataques da extrema-direita e derrotar o golpe.