Direita é inimiga da arte
Merreca destinada a política cultural do governo Bolsonaro mostra que os recursos são priorizados para os bancos e capitalistas.
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(Brasília - DF, 04/03/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro, durante cerimônia de Posse da Secretária Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina Duarte.
Foto: Marcos Corrêa/PR
O nazista Bolsonaro e seu secretário da cultura, o igualmente fascista Mário Frias | Foto: Reprodução

Que a direita não é fã de cultura e odeia qualquer manifestação artística que remeta as raízes do povo brasileiro, não é nenhuma novidade. Pois Bolsonaro quer acabar com a história e cultura de um povo e criar uma massa alienada de ignorantes fascistóides e reacionários, como é o caso dos “coxinhas”, da direita e, sobretudo, dos Bolsonaristas, que negam fatos históricos e os alteram radicalmente, revelando toda sua ignorância.

É possível enxergar isso se revelar de maneira concreta não apenas no aparelhamento de diversas instituições, com técnicas de censura e perseguição aos artistas que ousaram não se curvar a ditadura bolsonarista de extrema-direita, por uma arte a favor dos ”bons costumes, tradição, família e propriedade, etc.” mas também no baixíssimo valor destinado a patrocínio das atividades culturais, em todo o país.

Para os bancos, tudo. Para o povo, nada.

O descaso é evidente e mostra que a política cultural do governo Bolsonaro quase não existe, pois a maioria dos recursos são priorizados para os bancos e capitalistas, não é a toa que uma das primeiras medidas do governo, através do seu ministro da Economia, ”Chicago Boy” Paulo Guedes foi dar 1,2 trilhões aos grandes sanguessugas do povo brasileiro, o sistema financeiro.

Um levantamento recém-realizado pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) mostra que as despesas da prefeitura do Rio de Janeiro com cultura despencaram nos últimos anos. Em 2013, somaram R$ 199,4 milhões. Três anos mais tarde, por conta das Olimpíadas, saltaram para R$ 210,6 milhões. Desde então, foram ladeira abaixo, chegando aos míseros R$ 119,8 milhões no ano passado. A cidade que já ocupou o terceiro lugar em gasto per capita com cultura (R$ 31,01 em 2013, época do governo Dilma) chegou à 15ª posição (R$ 17,92 por pessoa em 2019, depois do golpe de estado).

Em 2013, antes do golpe de estado, São Paulo investiu menos que o Rio (R$ 26,66 por pessoa). Três anos mais tarde, subiu para R$ 45,93. E, em 2019, chegou a aplicar R$ 54,41 por habitante. Com isso, a capital paulista saltou de quinto para segundo lugar no ranking.

Coronavírus afetou setor

Juntamente com a área de transporte aéreo, a cultura foi o setor econômico mais afetado pela pandemia do coronavírus. O setor cultural e transporte dependem inevitavelmente da dinâmica econômica da sociedade porque numa situação atípica como a pandemia são os mais afetados. A falta de experiência destes governos burgueses somado às atitudes do seu condutor golpista mostram que economia não é para “garganteiros” da escola de economia de Chicago. A economia brasileira precisa de um bom maquinista que dialogue com todos os setores indistintamente.

Para além dos empregos que gera e dos impostos que arrecada, é preciso ressaltar a cultura, conhecimento e da expressão criativa na formação de uma comunidade como um índice de desenvolvimento econômico. Ou seja, quanto mais desenvolvido um país, maior a sua expressão cultural. É impossível imaginar a cultura brasileira sem passar pela MPB, a bossa nova, o funk, o sertanejo, sem Lygia Clark, sem Machado de Assis, Guimarães Rosa, entre muitos outros nomes relevantes para a cultura nacional.

Direita é inimiga da cultura

Desde o início do regime golpista, a cultura sofre ataques e censuras constantes e, há meses o fascista Mario Frias se dedica à demolição definitiva da cultura no país através do cargo de secretário da pasta. Pelas palavras do próprio Frias, “as portas da secretaria estão abertas a todos que queiram, de fato, fazer arte, e não política”.

Não podemos permitir que os planos de censura e desmonte da cultura pelo fascistas se concretizem plenamente. Enquanto Bolsonaro e sua corja de golpistas estiverem no governo, os artistas e a arte estarão em risco.

Sem barrar o golpe de Estado, derrubar o governo Bolsonaro e todos os outros direitistas que nesse momento governam dezenas de estados brasileiros a cultura continuará sob ataque e asfixiada, seja onde for. A única forma de deter o absurdo fascista que ataca todo movimento cultural no país e suas ramificações é através da união popular nas ruas pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas.

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