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Há muito tempo os militares não concentravam formalmente tanto poder dentro de um governo civil no Brasil. O ápice desse processo, até agora, foi a ascensão de um militar ao comando do Ministério da Defesa, na semana passada. O general da reserva Joaquim Silva e Luna, é o primeiro militar a assumir o posto desde que o ministério foi criado, em 1999. O anúncio veio quase ao mesmo tempo em que foi apresentado o novo chefe da Polícia Federal, Rogério Garollo, ligado ao general Sérgio Etchegoyen.

O próprio Etchegoyen ocupa um cargo no governo, como Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. E a partir desse cargo está exercendo um enorme poder sobre as decisões do governo. O Gabinete tinha sido extinto mas foi recriado por Temer logo no início do golpe, e sob essa instituição recriada pelo presidente golpista foi colocada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Desde o início do golpe, portanto, os militares assumiram o controle das informações.

Além desses cargos que colocam os militares no controle da repressão e da inteligência no nível federal, a intervenção militar no Rio de Janeiro colocou a repressão estadual também nas mãos do Exército, e já há militares afirmando publicamente que a intervenção deveria ser completa, e não apenas na Secretaria de Segurança. Além da intervenção no Rio, o Exército realizou uma série de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante o ano passado.

Como este jornal já afirmou em diversas ocasiões, em um sentido limitado todo golpe é militar. Um golpe só acontece se os militares, no mínimo, estiverem de acordo. O fato de que Temer transferiu o comando da Abin desde o início para os militares mostra a grande influência que os militares tiveram desde o início.

No entanto, na medida em que o governo golpista teve dificuldades para implementar o programa neoliberal da direita golpista, as Forças Armadas foram ampliando sua participação dentro do governo. Até que em setembro o general Hamilton Mourão falou abertamente na possibilidade de uma intervenção militar. Uma intervenção que poderia chegar depois de uma série de “aproximações sucessivas”.

A intervenção militar continua como uma forte possibilidade diante da paralisia do governo golpista e de suas dificuldades para as eleições. Porém, independentemente de um golpe militar efetivamente acontecer, os militares já trataram de tomar grande parte do poder por dentro do regime golpista que se ergueu com o golpe de 2016. Não é por acaso que o governo está evoluindo nesse sentido. A rejeição ao programa neoliberal já é enorme, e do ponto de vista da direita, impor esse programa à força contra a população pode ser uma necessidade.

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