Mentira e Fraude
Esquerda pequeno burguesa usa dos métodos de falsificação histórica tipicos do stalinismo
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Boulos | arquivo

Marx parodiando Hegel afirmou que a história se repete, mas que o filosofo alemão tinha se esquecido de dizer que da primeira vez como tragédia e depois como farsa. Pois bem, é preciso acrescentar como fez o stalinismo, que se a história pode não ser refeita,  pode ser falsificada.

Seguindo esse máxima stalinista, que os fatos podem ser distorcidos, imagens podem ser apagadas e documentos simplesmente adulterados, Guilherme Boulos tem procurado desesperadamente apagar os vestígios da sua participação no movimento que levou a derrubada do governo Dilma em 2016, e mais que isso, diante das críticas do PCO, Boulos de maneira audaciosa resolveu inverter totalmente a realidade histórica, apresentando uma versão fantasiosa e mentirosa que foi ele, que afirmava na sua coluna na Folha de São Paulo, “ que o governo Dilma era indefensável”  foi maior “ lutador” contra o golpe e que o PCO, o partido da luta incansável contra o golpe e pela liberdade para Lula, não cumpriu nenhum papel.

Esse verdadeiro disparate foi proferido pelo candidato à prefeitura do PSOL em entrevista a Cynara Menezes no canal da Revista Fórum nas redes sociais. Questionado sobre a suposta campanha da direita de que Boulos seria candidato da burguesia, e que o PCO teria ajuda a disseminar tendo setores do PT por detrás, Boulos disse que “ não acreditava que o PT estivesse divulgando fake news” contra ele, pois segundo a versão fantasiosa de Boulos,  o PT teria uma “ divida “ com ele, pois “ não há fora do PT, alguém mais leal a Dilma no processo do golpe do que nós, alguém mais leal a Lula do que nós”.  E prossegue afirmando que “ muitas das pessoas que me acusam por oportunismo eleitoral” não estiveram em abril de 2018 no sindicato de são Bernardo do Campo para defender Lula.

Para qualquer pessoa que participou da luta contra o golpe e das mobilizações em favor do ex-presidente Lula, estes afirmações de Boulos não são simplesmente “ fake News” mas um completo absurdo. O PSOL, e Boulos, que ainda não estava no partido, estimularam a constituição da “ frente povo sem medo”, justamente para dividir  esquerda e as forças populares na luta contra o golpe, além disso, uma grande parte do PSOL, com destaque para Luciana Genro( mas não foi somente ela) apoiaram a famigerada Lava jato, e Boulos, em particular foi a principal liderança do “ Não vai ter copa”, movimento que tinha como objetivo estratégico atacar o governo do PT, para não permitir ganho político com a realização da copa no Brasil.

Boulos esta comprometido com a perpectiva política da frente ampla, ou seja defende a aliança com os setores da burguesia que deram o golpe de Estado em 2016, e que agora procuram se apresentar como pretensas “ oposições” ao bolsonarismo. Trata-se de uma operação política de reciclagem em nome da “ democracia”. O objetivo imediato dessa operação é superar ou pelo menos arrefecer a polarização política do país, para tanto é preciso enfraquecer politicamente ou mesmo desidratar eleitoralmente a esquerda reformista, o PT, mas especialmente a ala Lulista. Por isso, a burguesia tem feito uma intensa propaganda pró Boulos, evidentemente Boulos ainda não é o candidato da burguesia, mas é um instrumento importante nesta manobra de retirada dos votos do PT, visando não apenas desmontar a candidatura de Jilmar Tato, mas enfraquecer a temível candidatura de Lula em 2022.

Portanto, a manobra para apresentar Boulos, como o “candidato da esquerda” em São Paulo é de grande envergadura, por isso a necessidade de uma “resposta” eloquente do Boulos diante das criticas insistentes do PCO. Incialmente, na entrevista no DCM, Boulos procurou driblar as perguntas sobre o PCO, procurando aparentar menosprezo ao PCO, afinal o PCO não merece resposta, pois o “PCO não é sério” e “ninguém dar crédito”, e são “uns gatos pingados que não cabem em uma kombi”.

Interessante notar que do ponto de vista do jogo eleitoral, aparentemente as “fake News” do PCO não surtiram efeito, e a candidatura do PSOL depois de lançada até aumentou sua intensão de votos nas pesquisas eleitorais encomendadas pela imprensa burguesa. Então, o que levou Boulos a ficar ainda mais agressivo, e recorrer de maneira descarada falsificação no bom estilo stalinista contra o PCO? Por que a autoexaltação sem em nenhuma modéstia, sobre   a sua “ participação mística” com grande líder contra o golpe?

A esquerda pequeno burguesa tem as suas taras políticas, uma delas é apresentar tudo sob um prisma abstrato, como questões morais. Isso vale tanto da extrema direita como para os “ radicais” no estilo PSOL. Assim, se os coxinhas exaltam a “ luta contra a corrupção”, Boulos apresenta a sua “ combatividade”. Do ponto de vista de classe, as camadas médias são oscilantes tanto socialmente, economicamente e politicamente. Um dos capitais fundamentais para sua própria existência é o prestigio social, assim qualquer ataque “ moral” a esse capital significa um desmonte de todo castelo de cartas montado sob as aparências.

Bem, no caso de Boulos as criticas políticas do PCO apresentaram-se como “ ataques morais” e “ ataques pessoais”, devido ao fato de desmascarar o “ prestigio” do “grande” líder. O PCO colocou na mesa os fatos incontestados que evidenciaram que a participação de Boulos é uma fraude, por isso, a primeira reação de Boulos foi ridicularizar e desmerecer as criticas e o próprio PCO, entretanto, isso foi completamente insuficiente, então Boulos partiu para uma falsificação histórica pura e simples.

Como já foi dito, a candidatura Boulos é parte de uma manobra mais ampla da burguesia, visando enfraquecer uma contestação a política de frente ampla. Neste sentido, colocar em relevo que Boulos não tem nem o respaldo nem a autoridade política para se apresentar com a “alternativa” da esquerda, uma vez que não lutou contra o golpe e o PSOL inclusive fez parte da engrenagem do golpe pode provocar um curta circuito na operação golpista como todo.

Como na época do domínio da burocracia stalinista, o uso da fraude, falsificação histórica, da mentira, apagando o registro da luta revolucionária dos opositores  e criando uma verdadeira mitologia do passado da participação de stálin em acontecimentos que teve ou uma participação modesta ou mesmo nenhuma é parte da luta da burocracia por fazer valer seus interesses. Agora da mesma sorte, as falsificações promovidas por Boulos contra o PCO, não é uma luta particular, mas está intimamente ligada a política da burguesia em procurar subordinar os trabalhadores a frente ampla, usando da fraude e da mentira no lugar da história.

 

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