“Frente antifascista” com apoio da Globo, Veja, Marina, Alckmin… Até onde vai a idiotice?

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Os grandes monopólios da imprensa golpista deram destaque e anunciaram com enorme alegria – que não se via desde os “coxinhatos” – as manifestações realizadas no sábado (dia 29) contra o candidato fascista Jair Bolsonaro, sob o lema “#elenão”.

Mostrando o apoio da direita golpista e dos mesmos setores que participaram dos atos golpistas que pregavam o golpe militar, a derrubada golpista de Dilma Rousseff e idolatravam figuras venais como Sérvio Moro, Eduardo Cunha e Aécio Neves, aos atos compareceram artistas da Globo. Famosas como Fernanda Lima compartilharam imagens na qual aparece ao lado de figuras como Letícia Sabatella, Fernanda Lima, Paula Lavigne, Nanda Costa, Paula Bulamarqui, Andreia Horta, Fronçoise Forton Georgina Goes, Lan Lahn e Débora Lamm.

Não faltaram políticos queridos da direita como Marina Silva (Rede) e Kátia Abreu (hoje no PDT), vice de Ciro Gomes. Em alguns deles não faltaram tucanos sem disfarces, com adesivos e outros adereços da campanha do PSDB.

O presidente do partido do golpe e presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) “exaltou a importância das manifestações”.  Segundo ele, “atos mostraram bem o sentimento da sociedade brasileira, que não aceita intolerância nem violência. A discriminação contra as mulheres vai ser fragorosamente derrotada”, em um show de cinismo do maior inimigo das mulheres, como as mais de 200 mil professoras estaduais paulistas com salários congelados por mais de 10 anos em duas décadas de gestões tucanas e mais de um vez covardemente agredidas pela PM do “feminista” Alckmin.

Sem esconder o interesse eleitoral, a candidata Marina Silva (Rede) assinalou em meio ao ato do Largo da Batata, em São Paulo, que “numa eleição em dois turnos, não se pode abrir mão do voto do coração” e ao criticar  Bolsonaro, assinalou que. “temos que combater todos os excessos autoritários que enfraquecem nossa democracia”, a mesma “democracia” que jogou na lata do lixo os 54,5 milhões de votos obtidos por Dilma e que – nestas eleições – já “anulou” o voto declarado de mais de 60 milhões de pessoas que queriam votar em Lula, mantido como preso político. Haja democracia!

Como mostraram as pequenas oscilações do mercado financeiro desta segunda (1/10), a burguesia golpista está muito calma para quem está perdendo as eleições. Não tem crise, continuam calmamente fazendo campanha do Alckmin que se mantém estável ou cresce alguns pontos nas pesquisas, de acordo com o instituto e ainda recolhe novos apoios de governadores do MDB.

Fica evidente que o truque é dividir o eleitorado do Bolsonaro e da esquerda para colocar Alckmin no segundo turno. Eles noticiam com calma que o segundo turno estaria “consolidado”, enquanto continuam persistindo na campanha por Alckmin (a política não polarizada, “tradicional”, “de compromisso”, para “sanear as contas” etc.).

A direita golpista, que já fraudou as eleições retirando Lula da disputa trabalha ardilosamente para consumar a fraude, “elegendo” – como parte de um processo de fraude total e manipulação – um carrasco do povo, defensor do golpe de estado, apoiado pelo governo Temer e súdito do imperialismo norte-americano, como se fosse ele um “mal menor” diante do “coisa ruim”, na verdade, do espantalho que é Bolsonaro.

Dominada por suas ilusões eleitorais, uma parcela da esquerda embarcou de cheio nessa “frente” e ainda procura lhe dar um suposto caráter progressista, apresentando-a como se fosse um “frete antifascista”.

Uma inexplicável “frente antifascista” com os maiores inimigos do povo e verdadeiros fascistas que não só falam como também praticam e organizam a repressão e o massacre do povo trabalhador em favor do grande capital, apoiada pela imprensa golpista como O Globo, Veja, Folha de S. Paulo, O Estado de Minas, Gazeta do Povo etc.