Os golpistas atacam a PLR dos empregados da Caixa Econômica Federal e anunciam a liquidação total do único banco 100% público

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O presidente golpista da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou provisionamento injustificável de 7 bilhões do resultado de 2018 com pretexto de eventuais perdas futuras no segmento imobiliário. Isso representa um ataque direto à PLR – Participação nos Lucros e Resultados – que os trabalhadores devem receber.

A direção da Caixa fez forte pressão sobre os trabalhadores para que o resultado do ano fosse 9 bilhões, depois alterou a meta para que chegasse a 11 bilhões. Ao final, o resultado obtido foi de 15,8 bilhões. Os trabalhadores teriam a maior remuneração da história, mas quando tudo parecia ir bem o presidente golpista da Caixa anunciou o provisionamento de 7 bilhões para eventuais perdas futuras no segmento imobiliário. Estariam os golpistas planejando uma perda bilionária para o próximo período?

É importante ter em conta que a carteira de crédito imobiliário é de 427 bilhões e a inadimplência está abaixo do esperado de 2%. Isso significa que não há justificativa aceitável para esse rombo que atinge diretamente a remuneração dos trabalhadores que já não tiveram aumento compatível com a inflação do período, levando-os a perda de poder aquisitivo e consequente perda de qualidade de vida. Fica a pergunta: que fim terá realmente os 7 bilhões?

Os golpistas anunciaram ainda a privatização das áreas de gestão de recursos, loterias, seguros e cartões. Como se não bastasse, pretendem ainda colocar à venda ações na bolsa de São Paulo e de Nova Iorque. É o fim da Caixa Econômica Federal do povo brasileiro, isso significa a liquidação total do único banco 100% público do pais, o banco que mais cresceu nos últimos anos.

Desde a primeira era do governo golpista, no comando de Temer, os bancários da Caixa estão sob incessantes ataques que começaram com plano de demissões que continua até hoje. Também extinção de postos de funções gratificadas que impossibilitam plano de carreiras, postos de caixas e de tesoureiros, por exemplo, já são hoje intermitentes (funções minutos). Na prática, os técnicos bancários acumulam funções e ganham gratificação pelos minutos trabalhados nestas funções, mas sem direito a remuneração de quebras para eventuais perdas relacionadas a erros operacionais. Muitas vezes, o trabalhador perde mais do que ganha e acaba pagando para trabalhar.

Os ataques não param por aí, com a implantação da GDP – Gestão de Desenvolvimento Pessoal – avaliação apresentada como maneira de premiar os empregados, mas que na verdade vai penalizá-los quando não atingirem as metas propostas. Isso deve acarretar perda de postos de funções gratificadas ocupadas pelos trabalhadores. Se a lei de demissão do servidor público for adaptada para o funcionário de empresa pública, a GDP pode se tornar o terror inclusive para os bancários sem postos de funções gratificadas.

Outro ataque anunciado e que vai de encontro ao plano dos golpistas de atacar os postos de trabalhos e direitos dos bancários de toda categoria, são as agências digitais que devem trabalhar com número menor de bancários, maior demanda de trabalho e salários mais baixos.

Todos estes ataques representam um brutal retrocesso à dignidade dos bancários, que devem se organizar para explicar para toda sociedade que o que está em jogo é a precarização dos serviços bancários e entregar ao mercado o maior banco 100% público da América Latina, que promove políticas públicas e que mais cresceu nos últimos anos, um patrimônio do povo superavitário. É preciso que os bancários, os sindicatos e a CUT – Central Única dos Trabalhadores – chamem a greve geral dos bancos e todos os setores da economia para juntos denunciarem a entrega de todo patrimônio nacional e colocar na pauta de luta a estatização de todos os bancos do país. Neste sentido, é preciso pôr fim ao governo golpista de Jair Bolsonaro.

Fora Bolsonaro e todos os Golpistas!