Jogo eleitoral
A reeleição é mais um instrumento eleitoral usado pela burguesia que de acordo com os seus interesses se colocar contra ou a favor do instituto da reeleição
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Urna eletrônica | Foto: reprodução

A burguesia, por meio de seus veículos de imprensa vem promovendo uma verdadeira campanha de cobranças e ameaças à extrema-direita, que no governo extremamente impopular do fascista Bolsonaro não encontra as condições de entregar os projetos da burguesia sem o risco de uma revolta popular contra o governo e contra a própria burguesia de conjunto.

É uma movimentação que tenta aparentar ser contrária ao bolsonarismo por tecer-lhe ofensas mas que no entanto se trata de uma cobrança do acordo feito entre os setores da direita para colocar Bolsonaro no poder: o de atender aos interesses dos capitalistas. Esta campanha se expressa perfeitamente na máxima tucana de que enquanto no governo do PSDB aconteceram 63 privatizações, no governo Bolsonaro nenhuma foi feita, diferente do que se prometeu.

Uma das formas que se tem usado para cobrar a extrema-direita é por meio da imprensa que para dissimular suas intenções tenta dar um ar intelectual e crítico ao debate, sendo o Estadão é um dos veículos mais ferrenhos nesta campanha e na última quinta-feira (09), usou a questão da reeleição associada ao cumprimento de promessas eleitorais para este intuito, onde faz todo um apanhado para se colocar a favor do fim da reeleição.

A reeleição é mais um instrumento eleitoral usado pelo estado burguês que controla as eleições, para de acordo com os seus interesses e a depender do momento político, se colocar contra ou a favor do instituto da reeleição, assim como faz por exemplo com o impeachment que é usado ou não de acordo com a conveniência de quem comanda as instituições políticas.  Como o próprio texto do Estadão descreve, a reeleição originalmente não foi prevista pela constituição de 1988, tendo sido incorporada em 1994 para tão somente permitir a reeleição do governo FHC, inimigo do povo mas que atendia aos interesses neoliberais, como as privatizações.

Com o governo do PT teve início uma série de tentativas da direita de acabar com a reeleição com a justificativa de que seria mais democrático, quando na verdade o que se pretendia era retirar a esquerda da presidência, o que não foi tão simples porque esta não era a vontade popular, sendo necessário dar um golpe de estado, usando o instrumento o impeachment, para depois prender o maior líder popular do país e só então conseguir colocar a direita no poder.

No entanto a manobra utilizada pela burguesia para isto implicou em colocar os fascistas na presidência por meio do governo Bolsonaro, que não é tão fácil de ser controlado pela direita tradicional porque agem como  cães raivosos da extrema direita e possuem uma série de incompatibilidades com os outros setores da direita.

Quando estas incompatibilidades se acirram a burguesia usa seus instrumentos para chantagear e domar os fascistas, e é por isto que agora se coloca a favor do fim da reeleição. Segundo o Estadão como as promessas não estão sendo cumpridas, é preciso pôr fim à possibilidade de reeleição: “O instituto da reeleição, que era a oportunidade de um maior compromisso com o eleitor, vem-se tornando, por mais paradoxal que possa ser, incentivo para o descarte quase instantâneo das promessas eleitorais.”

As promessas que importam ao Estadão e à burguesia, por sua vez não tem nada a ver com a ” o compromisso com o eleitor” mas sim com o compromisso firmado com a direita de conjunto para que os interesses dos capitalistas fossem atendidos como as privatizações, a reforma administrativa, a reforma tributária, etc. E não é que Bolsonaro não queira privatizar as empresas públicas ou promover mais saques aos trabalhadores, o governo Bolsonaro vem intensivamente massacrando a classe trabalhadora e pobre; o que acontece é que como um governo fascista é extremamente impopular, a população massivamente quer o fora Bolsonaro e seu governo está por um fio, o que torna mais difícil que medidas como as privatizações possam se concretizar sem a ameaça de uma revolta dos trabalhadores.

No final das contas a direita tradicional e o governo Bolsonaro têm o mesmo projeto econômico que é de retirar dos trabalhadores para manter os capitalistas, a controvérsia se encontra tão somente na falta de estabilidade que os governos fascistas têm por não possuírem nenhuma popularidade e cativarem ao contrário o ódio do povo, enquanto que a direita tradicional tenta dar um ar de estabilidade e equilíbrio através da farsa da democracia burguesa que é utilizada para legitimar todas as ofensivas à população. Desta forma é preciso ter claro que não existe direita democrática: tanto a direita tradicional como a extrema-direita são inimigas do povo e é preciso combatê-las.

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