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Os Furries: Fenômeno característico da nossa época bizarra

Em tempos de gêneros sem fim, surgem os furries, pessoas que acham animais "bonitinhos" demais

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Um furrie ostentando sua fursuit com orgulho – Foto: Reprodução/CNN

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A humanidade presenciou diversos momentos e situações bizarras ao longo de sua história, mas é especificamente na época atual, marcada pela crise aguda do capitalismo, que a decadência social, sobretudo da classe média, fica mais evidente, inclusive no meio cultural. Dentre os vários exemplos disso que poderíamos citar, um dos que com certeza chamam bastante atenção é a comunidade Furry (em português, “peludo”).

Os Furries constituem uma comunidade de pessoas com determinados interesses em animais com características antropomórficas (como falar e andar sobre duas patas) ou em seres mitológicos— tudo isso sendo expressado principalmente pelo meio artístico. Uma das características reivindicadas pela comunidade desde o início é a da inclusão social e aceitação de tudo e todos sem nenhum tipo de descriminação.

Com grande influência de animações japonesas, revistas em quadrinhos e filmes de ficção científica, as raízes da comunidade Furry podem ser encontradas a partir da década de 1980, nos Estados Unidos. Apesar das variações de opinião, o dito “pontapé inicial” mais aceito para a criação da comunidade foi a publicação da revista em quadrinhos Albedo, lançada por volta de 1983. Esta apresentou um universo inteiro em volta de animais com características humanas e acabou por juntar diversos fãs de fantasia e ficção-científica em uma nova comunidade que, com o crescimento do grupo, acabou criando seu próprio nicho.

Uma prática comum da comunidade é a criação das chamadas Fursonas: uma espécie de personagem criada por um Furry que geralmente espelha sua personalidade ou projeta o que considera uma versão melhor de si. Essa prática começa com a ideia da comunidade não apenas admirar animais antropomórficos, mas também de se tornarem um. Isso levou a outra prática comum de produzir Fursuits, fantasias que geralmente refletem as Fursonas de cada Furry, fazendo com que suas personagens ganhem vida.

Em 1990, já com suas próprias convenções, a comunidade Furry começou a chamar atenção da imprensa norte-americana quando veio a tona a tendência do grupo a ter os chamados fetiches sexuais relacionados a animais, incluindo a prática de hipersexualização de animais e, eventualmente, a prática de sexo com o uso das Fursuits. Tais constatações resultaram numa divisão da comunidade quando alguns Furries começaram a questionar essas práticas de diversas formas, tendo alguns afirmado que a comunidade precisava pensar mais no público infantil, enquanto outros questionavam o alto contingente de homossexuais dentro do grupo, atribuindo tais polêmicas e sugerindo uma espécie de expurgo a eles. Variações dessas afirmações podem ser encontradas até o dia de hoje, incluindo polêmicas relacionadas à zoofilia.

De acordo com uma pesquisa de 2020 da International Anthropomorphic Research Project, cerca de 80% da comunidade Furry faz parte da comunidade LGBT. A pesquisa também aponta uma quantidade majoritária de homens (cerca de 73%) e da classe média (entre 55% e 60%).

As polêmicas relacionadas a fetiches sexuais, drogas ilícitas e até grupos neonazistas — que seriam aqueles que se opõem a todas essas práticas — estão constantemente presentes dentro da comunidade desde seu início. Entretanto, com o crescimento das convenções e da própria comunidade, a compensação econômica apareceu tanto para os organizadores quanto para as cidades nas quais os Furries estão mais presentes, uma vez que reuniões, desfiles e encontros Furry nos EUA se tornaram grandes o suficiente para atrair pessoas de diversos lugares do mundo e transformar uma reunião da comunidade Furry em um evento regional.

O fato é que a comunidade Furry — assim como diversos outros grupos ligados a estilos de música, filmes, animações, jogos, etc. — é apenas mais uma expressão de decadência social que, a sua forma, tem como objetivo fazer com que esses indivíduos fujam da realidade enquanto vivem em um mundo de fantasias coletivas. Assim, são inúmeras as possibilidades dos Furries para ignorar tanto o mundo real quanto a situação de decadência atual deste enquanto entram de cabeça em universos onde “nenhum mal possa alcançá-lo”, onde “todos são bem-vindos” e “todos são felizes” — mesmo que, como demonstrado anteriormente, esses universos claramente tenham fugido do controle.

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