alexandre frota

Não é segredo para ninguém, mas é importante sempre relembrar que a extrema direita é composta por elementos totalmente desqualificados, resumidamente, oportunistas da pior espécie.

Um caso recente conseguiu transformar esta realidade em pintura em óleo. Ao que parece, uma briga jurídica e política que vinha se travando no ninho do MBL – grupo fascista patrocinado pelo imperialismo e a burguesia brasileira e que ganhou notoriedade recentemente pela conquista avassaladora e indiscutível de diversas medalhas de ouro em competições de corrida, ao menor lampejo de um militante do PCO – finalmente teve o seu desfecho.

Essas revoadas renderam ótimas páginas de humor, como a hilária página de Facebook Gosto do PCO porque qualquer coisa eles vão lá e metem porrada no MBL

De acordo com matéria publicada na Carta Capital, uma contenda administrativa estava se desenvolvendo no INPI – sigla para a autarquia federal Instituto Nacional da Propriedade Industrial – desde o ano passado, de 2018. Dois setores do “movimento” se engalfinharam numa espécie de luta na lama bizarra para obter os registros da marca MBL. De um lado, Alexandre “Noiva” Frota, ‘associado’ ao empresário Vinicius Aquino. De outro, o setor parlamentar do MBL, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), carinhosamente apelidado de ‘Kataguri’, pelo empresário Alexandre Santos, conhecido pelo apelido de Salsicha,  que já dispensa maiores comentários, e pelo vereador com nome de garoto de programa, Fernando Holiday (DEM-SP).

A matéria destaca alguns “cliffhangers” dessa história hilariante. O empresário Vinicius Aquino alegou que ele e um suposto grupo alagoano são os verdadeiros criadores do MBL. Para conquistar os registros da marca MBL, Aquino criou no ano passado a Associação Movimento Brasil Livre, ao mesmo tempo em que lutava para obter oficialmente estes registros no INPI. Aparentemente, Vinicius Aquino é mais sagaz do que a esquerda pequeno burguesa brasileira, e como quem não acredita apenas no poder da justiça administrativa , contratou seu ‘associado’ Alexandre “Noiva” Frota, criador do polêmico ‘anal técnico’, para criar o ‘Novo MBL’.

Enquanto isso, nas trincheiras inimigas, o trio Hot Dog de Salsicha, ‘Kataguri’, Salsicha e Holiday, tentava inutilmente entrar com pedido por propriedade da marca junto ao INPI. ‘Kataguri’, conhecido pela sua impressionante capacidade de formular os problemas políticos da forma forma mais idiota possível, já havia em seu auge estabelecido critérios comparativos entre a política nacional e os Power Rangers. Procurado exaustivamente para comentar o caso pelos insistentes jornalistas da Carta Capital, é com praz, ops, pesar, que comunicamos que ainda não temos maiores informações sobre o paradeiro de ‘Kataguri’. No entanto, no ano passado, este ‘jênio’ teria dito que tudo isso não passa de “uma tentativa patética de sequestrar o nome do movimento”. “É como se eu criasse a Associação Coca-Cola e entrasse no INPI exigindo que a marca fosse minha”.

Tudo indica que este é apenas o primeiro capítulo dessa novela mexicana, digna de um Sinhá Boça, do grupo de humor Hermes e Renato, uma vez que a luta se deu apenas no terreno administrativo do INPI. Ainda cabe a judicialização deste processo. Será que teremos a oportunidade de vislumbrar mais uma vez o saudoso Professor Gilmar, encarnado pelo Gil Brother, em ação?

Aguardamos alegremente as cenas do próximo capítulo. No entanto, um comentário, afinal como diz o ditado, quem avisa amigo é. As ações do MBL no mercado especulativo e principalmente nas ruas, no que depender do PCO, vão virar pó. Não é o melhor momento para se investir.