Capital e Futebol
Sem que haja um profundo debate das possíveis consequências das operações destas empresas no futebol e a reflexão da natureza de uma empresa capitalista nos clubes de futebol
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Em 2019 O Bragantino foi bi campeão da Série B ainda com o seu escudo tradicional | Foto Lucas Figueredo CBF site Foto Publica

A retomada precipitada e irresponsável do Campeonato Paulista reacendeu um debate que domina os programas esportivos e as torcidas brasileiras. Se a transformação de um clube de futebol em um clube-empresa garante o seu sucesso nas competições.

A imprensa golpista brasileira dominada pelos interesses de grandes capitais não cansa de demonstrar seu apoio por esta transformação.  Mesmo que isto signifique apagar todo o esforço e a dedicação que gerações de trabalhadores colocaram nestes clubes.

Logo não se pode esquecer que quando os elogios direcionados ao Red Bull por esta imprensa tem o efeito de ser uma forte propaganda a esta opção de administração e de venda dos objetos de amor da classe trabalhadora. Sem que haja um profundo debate das possíveis consequências das operações destas empresas no futebol e a reflexão da natureza de uma empresa capitalista nos clubes de futebol

Pois a empresa capitalista só existe para gerar lucro e se por algum motivo ela não gera lucro por qual motivo ela continuará existindo e os donos destas empresas têm como objetivo essencial um retorno financeiro sobre o capital aplicado no clube, dizendo de modo mais singelo colocar uma quantia de dinheiro e passado algum tempo obter uma quanta muito maior sendo que o trabalho de outras pessoas é que vão produzir esta quantia através das diversas fontes de renda que um clube de futebol pode gerar.  Por isto associação a parasitas é quase um elogio as estes capitalistas.  Que o digam os jogadores e os torcedores do Figueirense no ano passado.

A própria Red Bull, um conglomerado austríaco de distribuidoras de bebidas energéticas, com três equipes de automobilismo e com quatro clubes de futebol espalhados pelo mundo, demonstra pouca consideração pelas suas aquisições, mudando escudos, cores e nomes por onde passou.

Tanto não se pode esquecer que ela mudou sua estratégia no Brasil. uma vez que em 2007 a empresa criou um clube de futebol para disputar a série B do campeonato paulista, o Red Bull Brasil, que precisava chegar em dez anos a primeira divisão nacional. Propósito não alcançado. Assim a empresa comprou o Bragantino e fundiu os dois em março de 2019 aproveitando que o “Massa Bruta” tinha ascendido para a série B do Brasileiro, demitiu a comissão técnica bragantina e fez com que o Red Bull Brasil voltasse para a série A-2 do paulista, visto que a legislação atual não permite um mesmo grupo econômico ter dois times na mesma competição.  De certa maneira descartou o primeiro clube, pois uma melhor oportunidade de negócio apareceu.

Elemento sagrado para um torcedor, a Red Bull ainda não mudou as cores do Bragantino totalmente, mas já possui uniforme alternativo com camisas brancas e calções vermelhos.  Ainda que tenha com este uniforme tenha vencido o destituído Soberano por 3 a 2 no dia 23 de julho.

Mesmo que seja campeão o Red Bull Bragantino venha ser campeão paulista ou o mais correto é dizer bicampeão?  O caso do Botafogo-SP vem somar aos vários lembretes que o clube-empresa não é garantia de sucesso esportivo, contudo garante que os torcedores deixam de ter uma voz ativa na condução do clube para se tornarem simples consumidores de produtos esportivos.

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