Direito ao aborto
Os ataques contra a menina estrupada são a ponta de lança de uma ofensiva da extrema direita contra o povo
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Para a extrema-direita, o aborto é pior do que o estupro de uma criança | Foto: Reprodução

O acontecimento que marcou a última semana foi a campanha extremamente agressiva e estridente de grupos de extrema direita, alguns deles religiosos, contra a criança capixaba de apenas 10 anos, que, estuprada pelo tio, conseguiu a autorização judicial para realizar o aborto.

A campanha contra o aborto, que passou inclusive pela exposição dos dados pessoais da criança e de sua família, a depredação da residência dos familiares e a ação contra a equipe médica que fez o aborto da criança, além de uma intensa campanha nas redes sociais e nos meios de comunicação, representa não somente um ataque contra o direito ao aborto, mas é um indicador de que a direita e os setores mais reacionários estão intensificando uma ofensiva contra o povo, e em toda linha.

Tendo como mote a exploração demagógica da “defesa da vida”, os movimentos de extrema direita e os conservadores procuram lançar um ataque contra as mulheres como um instrumento de intimidação dos explorados. Durante os processos eleitorais, a direita utiliza-se da campanha contra o aborto como uma maneira de impor uma defensiva nas candidaturas ligadas à esquerda e ao movimento de mulheres.

Assim, em 2006 foi feita uma forte companha contra o então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, a candidata presidencial do PSOL, Heloísa Helena, apresentada como “radical”, defendeu ardorosamente a criminalização do aborto, integrando inclusive uma articulação nacional anti-aborto. Em 2010, a candidata presidencial do PV, Marina Silva e José Serra (PSDB) atacavam insistentemente a candidata Dilma Rousseff, utilizando um sórdida campanha contra os direitos das mulheres ao aborto.

Como se vê, a direita e a extrema direita sempre utilizaram a polêmica sobre o direito ao aborto como um elemento importante da sua política contra a esquerda e os direitos populares.

No início do governo Bolsonaro, os ataques contra travestis e LGBTs serviram como um abre-alas da aplicação de uma política autoritária e antipopular. A atual campanha contra o aborto, e a ação intensiva dos bolsonaristas contra as mulheres e outros setores explorados, é parte de uma ofensiva geral.

A única maneira de enfrentar a extrema direita e sua campanha contra as mulheres é a organização de uma mobilização dos explorados que derrote os grupos reacionários, através de ações e mobilizações de rua.

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