Os 80 tiros da ação fascista do Exército são a expressão do governo Bolsonaro

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A notícia do assassinato com mais de 80 tiros do músico e pai de família Evaldo do Santos Rosa, de 52 anos, por militares do Exército em Guadalupe, zona norte da cidade do Rio de Janeiro foi tomada pelo ilegítimo Presidente Jair Bolsonaro como um evento natural, típico da conduta dos militares.

O ilegítimo Presidente Bolsonaro no domingo (7), na sua primeira declaração sobre o ocorrido, disse que “O Exército não matou ninguém, não”. Dias depois, no programa do Pedro Bial (Rede Globo), o Ministro da Justiça e Segurança, o golpista Sérgio Moro declarou que “os fatos vão ser esclarecidos, se houve ali um incidente injustificável de qualquer espécie, o que aparentemente foi o caso, as pessoas têm que ser punidas, lamentavelmente, esses fatos podem acontecer.”

O que o governo Bolsonaro e seus acessórios golpistas querem dizer ao realizar tais declarações de normalidade com a excepcional brutalidade que os militares abordaram o carro da família do músico Evaldo dos Santos? Trata-se de uma propaganda institucional, do governo para preparar o ambiente político, a opinião pública, ao regime de maior repressão, ou seja, as declarações dos ministros da educação, Ricardo Veléz  e agora o Arthur Weintraiub, sobre a necessidade de combater o comunismo; as falas pretensamente ignorantes do Ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo de que o nazismo é de esquerda; a determinação de Bolsonaro para comemorar o Golpe de 64 em 31 de março deste ano, além de defender abertamente a ditadura de 1964, o torturador militar Brilhante Ustra e considerar que o Golpe de 1964 foi uma vitória dos militares contra o comunismo são expressões de que a repressão militar aumentará, pois o governo não está demonstrando recuo algum nessa política de defender militares assassinos e de combater a esquerda.

Para se ter uma noção das arbitrariedades que o governo Bolsonaro defende, só nas últimas semanas ocorrerão várias agressões de militares e de grupos de extrema-direita contra a população, vejamos:

1) Preso torturado na delegacia de Piripiri-PI

Depois de ser detido ilegalmente por furto, Edcarlos Alves da Silva foi covardemente torturado por dois policiais militares na Delegacia da Polícia Civil de Piripiri-PI.

2) Ataque dos fascistas à uma mulher e a sua detenção pela PM

No ato do dia 7 de abril dos coxinhas na Av. Paulista em São Paulo, um bando de fascistas agridem uma mulher e a Polícia Militar detém-na ao invés de conter os manifestantes agressores.

3) Invasão à escola e detenção de professora acusada de “doutrinação” em Águas Lindas-GO

Na manhã desta segunda-feira (15), agentes da 1ª Delegacia da Polícia Civil de Águas Lindas (GO) invadiram o Instituto Federal Brasília e detiveram a professora Camila Marques, porque esta se opôs à invasão da polícia. De acordo com a Intersindical e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), a professora já estava sendo perseguida por outros professores bolsonaristas e os sindicatos consideraram o ato como “ação autoritária”, típica dos tempos da ditadura.

4) PM agride e arrasta pelo pé o professor que tentou defender dois jovens dos policiais

Na sexta-feira (29), a PM invadiu a Escola Estadual Lourdes de Carvalho em Uberlândia-MG atrás de jovens com “atividades suspeitas” que entraram na escola. Com a abordagem de dois jovens pela PM dentro da escola, o professor se colocou contra a ação, pedindo esclarecimentos. Depois disso a Polícia Militar jogou o professor no chão e arrastou-o pelos pés.

5) Polícia Militar empurra jovem com fuzil no protesto em escola

Na quinta-feira(4), estudantes protestavam contra decisão da diretora da escola estadual Professor Frederico Brotero, em Guarulhos, que proibiu a entrada de alunos depois das 19h. Grande parte dos estudantes trabalha e vai à escola logo depois do expediente, podendo perder o horário. A Polícia Militar foi acionada e para conter a manifestação dos alunos, foram detidos dois jovens de 16 anos e uma menina foi empurrada à força com um fuzil.

Esses são exemplos dessas últimas semanas e a tendência é cada vez mais aumentar a repressão. O objetivo da propaganda a favor da violência militar e fascista contra o povo é acabar com a organização estudantil, os movimentos populares de luta pela terra, pela moradia, os sindicatos e partidos políticos de esquerda. Esse ataque à população tem que ser respondido à altura, portanto, o governo do presidente ilegítimo do Jair Bolsonaro e de seus golpistas deve cair. Por isso torna-se urgente organizar-se nos movimentos de luta pelo “Fora Bolsonaro!” e nos Comitês de Luta Contra o Golpe para mobilizar a população nas ruas contra esse governo ditatorial.