É hora de lutar
Rui Costa Pimenta aponta o caminho: um programa popular, comitês de luta e povo nas ruas.
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Comitês de luta levam adianta luta por sua liberdade, por seus direitos políticos | REUTERS/Amanda Perobelli

Passada a eleição municipal, o cerne da questão política nacional volta a ser o problema da eleição presidencial de 2022. Mais uma vez, o ponto de inflexão que pode desequilibrar as forças políticas conflitantes está centrada na figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No programa Análise Política da Semana deste sábado (12/12), Rui Costa Pimenta avalia esta questão e aponta o caminho para impedir que a direita imponha mais uma derrota à esquerda, o que virá pela repetição da fraude que retirou Lula da disputa eleitoral em 2018.

Rui avalia que a questão central da política nacional ainda é a popularidade de Lula, e que enquanto Lula for uma ameaça eleitoral, a conta do golpe de 2016 não fecha. Assim, mais uma vez a direita se organiza para retirar Lula do pleito, desta vez por meio da mesma manipulação realizada nos EUA, quando Trump foi apresentado como um monstro, um mau maior, e a esquerda foi levada a apoiar outro monstro, possivelmente ainda mais nocivo, como um mau menor. Esta manobra elegeu Joe Biden, o representante de Wall Street e do complexo industrial-militar com o apoio da esquerda e pode ser repetida no Brasil em 2022.

Para que isso não ocorra, Rui afirma que, “é preciso um programa que coloque em pauta, juntamente com a luta pelo poder político, as reivindicações centrais dos trabalhadores”. Este programa deve versar sobre temas sensíveis aos trabalhadores como salários, geração de empregos, acesso à terra, a questão dos bancos, a imediata interrupção das privatizações, a questão do aparelho repressivo do Estado, da fome e muitos outros.

Este programa deve ser defendido nas ruas, através de uma ampla mobilização popular, e não no Congresso Nacional como deseja uma parcela da esquerda pequeno-burguesa. Para Rui não se deve subordinar a mobilização popular a um projeto no Congresso, o correto é “subordinar o projeto no Congresso à mobilização popular”.

Uma vez que se tenha um programa que seja a expressão da vontade popular e as condições políticas para mobilizar o povo, é necessário organizar os trabalhadores em comitês de luta em todo o país para dá vazão ao sentimento de revolta popular. A crise política, econômica e social que vivemos já criaram as condições para esta mobilização, no entanto é preciso que a esquerda e as lideranças populares abandonem as ilusões nas instituições burguesas. Vimos a expressão destas ilusões nas eleições municipais quando a esquerda se entregou de corpo e alma a uma missão, tanto impossível quanto inócua.

A expressão política destas ilusões está materializada na frente ampla, que deve ser abandonada por todos que se afirmam minimamente de esquerda. É provável que a parcela da esquerda que ainda insiste na frente ampla renove a chantagem de usar a pandemia como desculpa para não mobilizar o povo. “Não se deve mais aceitar a desculpa de que não se deve sair às ruas por causa da pandemia”, advertiu Rui, “se pode sair às ruas por causa da eleição[municipal] que não vale nada, que não tem nenhuma importância, podemos sair às ruas por coisas mais importantes”, arremata.

Esta posição capituladora da esquerda impediu, no Brasil, a realização de atos no momento em que boa parte dos países da América do Sul realizaram os mais extraordinários atos políticos, responsáveis em última instância por um grande recuo na ofensiva golpista na região. Foi assim no Equador, no Chile, no Peru, na Bolívia, quando o povo se ergueu em atos violentos, fechando estradas, ateando fogo em prédios e enfrentando a polícia.

Foram estas manifestações que, mesmo sem uma orientação política revolucionária, fizeram recuar o golpe na Bolívia e permitiu a aceitação da burguesia à volta do MAS ao poder, com a eleição de Luis Arce. Também foram as mesmas manifestações que obrigaram a burguesia do Chile a propôr uma nova constituinte para suplantar a Constituição de Pinochet.

Ainda que tenha havido recuos, como demonstramos no caso da Bolívia e do Chile, não houve de fato uma vitória duradoura. Esta lição deve ser aprendida para que não cometamos o erro de deixar passar o momento histórico favorável que se apresenta no Brasil. Nesse sentido, e dadas as condições de aprofundamento da crise brasileira, tanto pela tragédia da pandemia quanto pelo aprofundamento das políticas neoliberais de Bolsonaro, mostra-se como o caminho mais acertado e promissor, a proposta de Rui Costa Pimenta de apresentar um programa popular e organizar o povo em comitês de luta para levar às ruas a sua defesa. Este foi o caminho escolhido pelos Bolcheviques, que por meio de seus soviets levaram o povo russo a realizar sua revolução em 1917.

O chamado do PCO à defesa dos direitos de Lula coloca todas estas questões em evidência, mesmo a esquerda atrelada a frente ampla se vê diante de um impasse em rejeitar esta proposta, dado a impopularidade que tal decisão enfrenta em suas bases militantes. Este é portanto, o momento de reforçar esta campanha e construir uma frente que realmente seja capaz de produzir efeitos, uma frente popular centrada na luta pelos direitos da figura mais popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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