Organizar a luta contra os tribunais raciais nas universidades

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No início deste semestre, Universidades como a UFPE e a UFBA passaram a adotar critérios próprios e não muito transparentes que lhes dão uma chance adicional de rejeitar vestibulandos autodeclarados negros ou pardos. Apesar de toda a ladainha das universidades sobre se tratar de um “aperfeiçoamento dos critérios”, para “garantir acesso a quem tem direito”, na prática, trata-se de mais um recurso do regime golpista para dificultar o acesso das classes sociais exploradas às universidades.

Na UFPE, por exemplo, 280 estudantes classificados pelo sistema de cotas foram impedidos de fazer a matrícula, devido a este novo critério, que é aplicado nesta etapa. Até um aluno em cuja certidão de nascimento consta a cor parda foi impedido de se matricular. Mais da metade destes alunos entrou com recurso mas, de imediato, já perderam o semestre letivo aguardando a resposta da Reitoria. Pois como sempre, nos regimes burgueses, o proletariado não tem direitos a priori, precisando sempre lutar até mesmo pelos mais elementares.

É preciso que os movimentos negros se organizem para acabar com estas barreiras que a direita quer colocar para o acesso da população pobre e negra nas universidades brasileiras, exigindo o cumprimento das cotas como parte da luta pelo livre ingresso nas universidades com o fim do vestibular e a estatização do ensino privado para garantir Educação pública e gratuita para todos em todos os níveis.