Organizar a luta contra a ditadura dos golpistas: participe da 2ª Conferência Nacional Aberta

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São muitos e evidentes os sinais de que o próximo governo prepara não apenas a continuidade do governo golpista de Michel Temer – de quem tem toda a colaboração, inclusive com a nomeação até mesmo de um ministro do futuro governo para compor o ministério atual – mas também uma nova etapa do regime golpista com mais repressão e ataques ao povo brasileiro.

Após a vitória alcançada por meio da fraude eleitoral, a direita golpista está se organizando para impor ao povo brasileiro uma nova e brutal ofensiva contra suas condições de vida e seus direitos democráticos, para fazer valer os interesses dos donos do golpe, o grande capital imperialista (norte-americano principalmente) e “nacional”.

O novo presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro, está travando a aprovação imediata de uma primeira etapa da “reforma” da Previdência que, segundo o próprio presidente vai exigir “sacrifícios” dos trabalhadores. Contra o funcionalismo público estão sendo preparados um conjunto de cortes orçamentários; ministérios serão fechados (incluindo o do Trabalho, da Cultura, do Meio Ambiente) e preparara um ataque em larga escala contra a Educação (que detém os maiores recursos orçamentários), a Saúde e outros setores. Estatais (como os Correios), estão na mira da política de privatização, para garantir a entrega de parte significativa do patrimônio nacional para o grande capital.

A submissão ao imperialismo do “novo” governo tende a ser ainda maior do que no atual. Bolsonaro anunciou que quer retirar as restrições para que os militares norte-americanos use a base de Alcântara e se intensificam as articulações com outros governos capachos do imperialismo na região, como a Colômbia, para atacar a Venezuela, sob o comando dos EUA. Já há também articulações com o governo italiano para deportar Cesare Battisti, asilado no Brasil há mais de 15 anos.

A campanha direitista, incluindo as declarações do próprio Bolsonaro, desataram uma onda de perseguições e ataques contra os professores (em uma verdadeira operação de caça às bruxas nas escolas de todo o País), da mesma forma que se intensifica o extermínio de jovens e trabalhadores pelas forças de repressão. Presos levados ao Quartel do Exército no Rio de Janeiro, denunciaram que foram espancados com pedaços de madeira e que levaram chicotadas com fios elétricos dentro de uma “sala vermelha” no quartel. Nesta quarta, um professor foi morto com um tiro de fuzil dados pelas costas em operação do Exército na favela da Maré (foto). Em todo o País cresce exponencialmente as mortes realizadas pela PM e demais órgãos de repressão, bem como os ataques covardes contra mulheres, índios, sem terras, gays etc.

Confirmando que pretende intensificar ainda mais a repressão, o futuro governo anunciou que o general Augusto Heleno vai assumir a GSI, que inclui a Abin. Ferrenho defensor do golpe militar (desde o governo Dilma), Heleno comandou a missão invasora da ONU no Haiti, uma força de ocupação e repressão daquele povo pobre e negro e está entre os militares que defendem a extensão da ação militar realizada no Rio de Janeiro para outros estados.

A nomeação do juiz fascista Sérgio Moro – “premiado” por ter conduzido o processo de perseguição política, condenação sem provas e prisão ilegal do ex-presidente Lula, que garantiu a fraude nas eleições – para o “superministério” da Justiça, englobando a Polícia Federal e outros órgãos, sinaliza também que está se montado um amplo esquema para perseguir a esquerda judicialmente. Moro declarou que em entrevista, que “usará modelo da Lava Jato” no ministério, ou seja, que o Executivo vai usar toda a máquina estatal para perseguir as lideranças e as organizações dos trabalhadores, tal como foi feito contra Lula, José Dirceu e outros opositores do regime.

Finalmente, os ataques organizados por parlamentares e outros elementos ultra-reacionários de pequenos grupos fascistas defensores do projeto reacionário da “Escola Sem Partido”, usando-se de denuncias de elementos ultra reacionários – geralmente com vínculos com órgãos de repressão ou grupos empresariais –  mostram a disposição dos direitistas para assediar e atacar a população, criando o clima para a ditadura.

Diante de toda essa operação criminosa, os trabalhadores e juventude, e suas organizações de luta, precisam se organizar para enfrentar a ofensiva da direita e não permitir esse avanço da extrema-direita. É preciso reagir, com a mobilização popular a todo tipo de ataque, como no caso de assédio e agressões contra os professores, sem terras etc.

Para impulsionar essa mobilização  é preciso multiplicar os comitês formados para lutar contra o golpe, pela anulação do impeachment, pela liberdade de Lula etc. e realizar uma ampla campanha pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas desde já.

A maioria do povo brasileiro não apoiou nas eleições essa política de ataque. Mesmo levando-se em consideração os dados produzidos e divulgados pela justiça eleitoral golpista, mais de 60% dos eleitores não votaram em Bolsonaro. Os golpistas estão agindo com rapidez porque sabem que a rejeição só tende a crescer diante dos ataques que virão e do agravamento da crise econômica. Por isso mesmo, é possível e preciso fortalecer a organização e sair às ruas, mobilizar milhares em todo o País, como no próximo dia 30, quando estão sendo organizadas manifestações pelo “Fora Bolsonaro” em diversas cidades.

Um passo decisivo nesse sentido é a realização da II Conferência Nacional de Luta Contra o Golpe e o Fascismo, convocada pelos Comitês de todo o País, a ser realizada nos próximos dias 8 e 9 de dezembro, em São Paulo.

Para maiores informações  e inscrições, acesse lutecontraogolpe.com.br.