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Estudantes pelo Fora Bolsonaro
Organizar a juventude pelo Fora Bolsonaro em 2020
Os estudantes de todo o Brasil devem tomar as ruas para combater o conjunto de medidas de destruição da educação,
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Estudantes pelo Fora Bolsonaro
Organizar a juventude pelo Fora Bolsonaro em 2020
Os estudantes de todo o Brasil devem tomar as ruas para combater o conjunto de medidas de destruição da educação,
Estudantes do Ceará nas ruas contra o governo Bolsonaro
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Estudantes do Ceará nas ruas contra o governo Bolsonaro

O ano de 2019 está nos seus últimos momentos, mas estes não passam incólumes de ataques desferidos pelo governo Bolsonaro à população, a qual não passou um dia sem que houvesse um duro ataque. Neste momento, por exemplo, estudantes de todo o país estão apreensivos sobre o futuro da educação quanto à disponibilidade de vagas e até a manutenção da existência de escolas e universidades, que já não eram suficientes, mas podem simplesmente desaparecer.

Nestes quase um ano de (des)governo, um dos setores mais alvejados foram os estudantes. Alvos de uma violenta propaganda ideológica da extrema direita, que visa acabar com a liberdade de pensamento, de organização e de expressão, em todo os espaços de ensino, estudantes de todos os níveis sentiram as medidas reacionárias.

Listamos abaixo alguns dos ataques à educação nacional somente no último ano:

Universidades

  • A intensão de privatizar todo o ensino superior com o programa “Future-se”, acabando com o investimento do Estado, cobrando mensalidades e entregando as universidades a empresas;
  • Os cortes orçamentários, que chegaram a interromper o funcionamento de universidades e a parar a construção de unidades ainda não concluídas;
  • O fim das cotas raciais nas universidades públicas e substituição por sistema de seleção discricionária de alunos.
  • Implantação do ensino à distância de forma indiscriminada para acabar com o ensino presencial;
  • A escolha monocrática pelo governo dos reitores, em detrimento da eleição pela comunidade acadêmica;
  • Proibição de manifestações políticas nas universidades;
  • Fusão de diversos cursos, reduzindo a oferta de vagas;
  • Invasões pelas forças de repressão (polícias e militares) a campus e salas de aulas;
  • Cortes orçamentários na CAPES e de bolsas pesquisas;
  • Cortes orçamentários para institutos de pesquisas;
  • As inúmeras ofensas verbais à comunidade acadêmica como “antro de balbúrdia”, “as universidades estão cheias de plantações de maconha” etc.

Ensino Médio

  • Constantes ameaças de implantação do programa “Escola sem Partido” que na verdade é Escola com Fascismo;
  • Invasões e constante repressão policial e de políticos da extrema direita a professores e à livre manifestação nas escolas;
  • Militarização de dezenas de escolas e consequente exclusão de alunos com “perfil indesejado”;
  • Constantes cortes orçamentários chegando a fechar escolas e institutos federais;
  • Ataques ideológicos dentro do ENEM, excluindo das provas temas como a Ditadura Militar e referências a revoltas populares na história do Brasil;
  • Intervenção na nomeação de reitores nos institutos federais;
  • Fechamento de diversas escolas pela falta de investimento;
  • Ataques à livre manifestação e pensamento dos alunos ao obrigarem-nos a fazer propaganda política para a direita;

Além dos ataques diretos às unidades de ensino acima citados, entram no extenso rol, as agressões à organização dos estudantes e dos professores, como: criação da carteira de estudante “verde e amarela” um claro ataque à UNE, despejos e fechamentos compulsórios de diretórios acadêmicos, invasões policiais em reuniões de professores em sindicatos, proibição de retenção em folha da mensalidade sindical dos professores para enfraquecer os sindicatos, entre outros.

Logo se vê que o cenário em que a educação brasileira está colocada é de risco iminente de morte, ameaçado por vários “lados”. É um conhecido cenário de “terra arrasada” bem conhecido na política econômica neoliberal, que está sendo implantada a passos largos na educação brasileira.

Desta forma, com esse quadro escancarado na “cara” dos estudantes, é preciso deixar claro que só há uma forma de responder a esse conjunto de medidas de destruição. É aumentar a organização dos estudantes em todo o país.

 

Como organizar os Estudantes

 

Em cada escola, universidade, é preciso fortalecer ou criar os diretórios acadêmicos e fazê-los funcionar como espaços de representação real das necessidades dos alunos. É preciso utilizá-los como uma ferramenta que movimente e estimule todos os alunos a participarem e criar um clima de mobilização e discussão política nas escolas e universidades.

Deve-se também aumentar a participação dos estudantes na UNE, participando das reuniões, congressos, fazendo a direção da instituição ajudar a colocar toda a categoria nas manifestações de rua.

As manifestações de rua, aliás, são o principal aspecto na luta dos estudantes contra o governo e deve convergir todos os movimentos organizados dos estudantes, deve-se também se integrar nas manifestações dos trabalhadores, principalmente dos professore e servidores públicos das unidades de ensino.

Sobre as manifestações públicas, é preciso lembrar que as manifestações de 15 e 30 de Maio, principalmente, além de outras foram fundamentais para colocar o governo contra a parede e frear o ímpeto dos ataques, pois após estas mobilizações o governo Bolsonaro, devolveu parte dos recursos bloqueados, freou a aprovação de novas medidas que já haviam sido anunciadas.

Assim, o único caminho para derrotar as medidas de destruição da educação brasileira, é a organização de todos da educação, principalmente, dos estudantes. É preciso abandonar as lutas parciais, pedindo a saída de ministros ou de interventores somente, é preciso levantar a palavra de ordem Fora Bolsonaro! Que é o responsável pela política que emana os ataques à educação.

 

Então, 2020 deve começar com um chamado às ruas pelo Fora Bolsonaro!