Organização criminosa Lava-Jato divulga nota se defendendo do óbvio

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Diante do escândalo imediato das denúncias do The Intercept Brasil no domingo, de ligações espúrias entre o então juiz Moro e o procurador Dallagnol, para tirar o PT do poder e impedir que voltasse, interferindo na eleição (e, de quebra, promovendo o desmonte do País para facilitar a ocupação estrangeira das forças que representam,) o Ministério Público Federal do Paraná, ultimamente mais conhecido como “força tarefa da Operação Lava-Jato”, emitiu nota oficial na própria noite de domingo (9/6) na qual tenta argumentar que foram vítimas de um crime.

A nota contém 17 parágrafos e analisaremos um a um a seguir.

“Força-tarefa informa a ocorrência de ataque criminoso à Lava Jato.”

O sítio The Intercept Brasil é que informa que a Lava Jato promoveu ataques criminosos generalizados à democracia brasileira com o objetivo de derrubar a Dilma e impedir nova eleição do Lula.

“Procuradores mostram tranquilidade quanto à legitimidade da atuação, mas revelam preocupação com segurança pessoal e com falsificação e deturpação do significado de mensagens.”

Se mostram tranquilidade, por que revelam preocupação a ponto de saírem de seu bem pago descanso semanal e emitirem uma nota em pleno domingo à noite?

“A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR) vem a público informar que seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes.”

“A ação vil do hacker invadiu telefones e aplicativos de procuradores da Lava Jato usados para comunicação privada e no interesse do trabalho, tendo havido ainda a subtração de identidade de alguns de seus integrantes. Não se sabe exatamente ainda a extensão da invasão, mas se sabe que foram obtidas cópias de mensagens e arquivos trocados em relações privadas e de trabalho.”

A Lava Jato criminosamente grampeou as comunicações telefônicas de um escritório de advocacia com 25 profissionais e comprometeu os o sigilo de defesa de 400 clientes, grampeou telefonemas da então presidenta da República com o ex-presidente e divulgou o conteúdo das conversas privadas para a imprensa, invadiu a privacidade do lar de dona Marisa Letícia gravando e divulgando conversas entre ela e seus filhos, determinou a invasão de seu domicílio, revirou a cama em que dormia com o ex-presidente Lula, confiscou aparelhos eletrônicos dela e de seus netos, e conduziu coercitivamente seu marido para depoimento sem prévia intimação. Isso, sim, é grave abuso de poder.

“Dentre as informações ilegalmente copiadas, possivelmente estão documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoais e de segurança dos integrantes da força-tarefa e de suas famílias.

Há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco anos de Operação.”

São, realmente, cinco anos de crime continuado. Um operação montada possivelmente de fora do País, com orientação contínua a seus dois principais integrantes e líderes, Moro e Dallagnol, completamente fora-da-lei deste País, no qual o procurador ou promotor não pode exercer suas funções acusatórias em parceria com o juiz que vai julgar o mesmo processo e deveria ser imparcial e apenas receber os autos para sua apreciação e não orientar a acusação.

“Contudo, há três preocupações. Primeiro, os avanços contra a corrupção promovidos pela Lava Jato foram seguidos, em diversas oportunidades, por fortes reações de pessoas que defendiam os interesses de corruptos, não raro de modo oculto e dissimulado.”

“A violação criminosa das comunicações de autoridades constituídas é uma grave e ilícita afronta ao Estado e se coaduna com o objetivo de obstar a continuidade da Operação, expondo a vida dos seus membros e famílias a riscos pessoais. Ninguém deve ter sua intimidade _ seja física, seja moral – devassada ou divulgada contra a sua vontade. Além disso, na medida em que expõe rotinas e detalhes da vida pessoal, a ação ilegal cria enormes riscos à intimidade e à segurança dos integrantes da força-tarefa, de seus familiares e amigos.”

Parece que as denúncias que já vieram a público (segundo Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, tem muito mais para ser divulgado, em documentos mantidos com cópias em vários países para evitar o risco de serem confiscados por alguma “autoridade” aqui) demonstram que o interesse da Lava Jato por corrupção é seletivo e deixa escapar sua própria atuação. O segundo parágrafo acima é de um cinismo impressionante em contraste com toda a exposição da intimidade física e moral que perpetraram contra Lula e sua família, além de todos as outras pessoas que foram suas vítimas esses anos todos.

“Em segundo lugar, uma vez ultrapassados todos os limites de respeito às instituições e às autoridades constituídas na República, é de se esperar que a atividade criminosa continue e avance para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto, falsificar integral ou parcialmente informações e disseminar “fake news”.

Entretanto, os procuradores da Lava Jato não vão se dobrar à invasão imoral e ilegal, à extorsão ou à tentativa de expor e deturpar suas vidas pessoais e profissionais. A atuação sórdida daqueles que vierem a se aproveitar da ação do “hacker” para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto e falsificar integral ou parcialmente informações atende interesses inconfessáveis de criminosos atingidos pela Lava Jato.”

Parece o roteiro do que foi feito contra Dilma, Lula, Mantega etc. Afinal, Dilma era a autoridade constituída máxima da República e Moro, Dallagnol e sua quadrilha de criminosos não pouparam esforços em invadir a intimidade dela e a Segurança Nacional e divulgar “fake news” em PowerPoint, palestras e entrevistas para a imprensa brasileira e estrangeira.

“Por fim, os procuradores da Lava Jato em Curitiba mantiveram, ao longo dos últimos cinco anos, discussões em grupos de mensagens, sobre diversos temas, alguns complexos, em paralelo a reuniões pessoais que lhes dão contexto. Vários dos integrantes da força-tarefa de procuradores são amigos próximos e, nesse ambiente, são comuns desabafos e brincadeiras. Muitas conversas, sem o devido contexto, podem dar margem para interpretações equivocadas. A força-tarefa lamenta profundamente pelo desconforto daqueles que eventualmente tenham se sentido atingidos.

Diante disso, em paralelo à necessária continuidade de seu trabalho em favor da sociedade, a força-tarefa da Lava Jato estará à disposição para prestar esclarecimentos sobre fatos e procedimentos de sua responsabilidade, com o objetivo de manter a confiança pública na plena licitude e legitimidade de sua atuação, assim como de prestar contas de seu trabalho à sociedade.”

Parece coisa de adolescentes pegos em flagrante delito pelos pais ou professores, antecipando que alguns diálogos entre eles que venham a público são só brincadeira de quem não tem serviço, mas, qualquer coisa, eles podem se explicar por meio de um PowerPoint tosco ou em espaços cedidos gentilmente pela imprensa amiga, conivente e patrocinadora. Dallagnol ganhou muito dinheiro com palestras, divulgadas pela imprensa, para contar mentiras.

“Contudo, nenhum pedido de esclarecimento ocorreu antes das publicações, o que surpreende e contraria as melhores práticas jornalísticas. Esclarecimentos posteriores, evidentemente, podem não ser vistos pelo mesmo público que leu as matérias originais, o que também fere um critério de justiça. Além disso, é digno de nota o viés tendencioso do conteúdo até o momento divulgado, o que é um indicativo que pode confirmar o objetivo original do hacker de, efetivamente, atacar a operação Lava Jato.”

Nessa Greenwald demonstrou que é mestre e não sabujo como os jornalistas viciados em pedir licença e ainda oferecer “podemos retirar, se achar melhor”. Se The Intercept Brasil fosse primeiro ouvir os acusados da denúncia, nada sairia. As “autoridades” dariam um jeito de proibir a divulgação, confiscariam tudo, jogariam Greenwald na masmorra de Curitiba, montariam um circo do “abafa” em conluio com os cafajestes de sempre da chamada grande imprensa. Agora “viés tendencioso” explica a Lava Jato por si só.

“De todo modo, eventuais críticas feitas pela opinião pública sobre as mensagens trocadas por seus integrantes serão recebidas como uma oportunidade para a reflexão e o aperfeiçoamento dos trabalhos da força-tarefa.

Em paralelo à necessária reflexão e prestação de contas à sociedade, é importante dar continuidade ao trabalho. Apenas neste ano, dezenas de pessoas foram acusadas por corrupção e mais de 750 milhões de reais foram recuperados para os cofres públicos. Apenas dois dos acordos em negociação poderão resultar para a sociedade brasileira na recuperação de mais de R$ 1 bilhão em meados deste ano. No total, em Curitiba, mais de 400 pessoas já foram acusadas e 13 bilhões de reais vêm sendo recuperados, representando um avanço contra a criminalidade sem precedentes. Além disso, a força-tarefa garantiu que ficassem no Brasil cerca de 2,5 bilhões de reais que seriam destinados aos Estados Unidos.”

Eles aceitam as críticas numa boa, sem espernear. E montar um fundo esquisito com 2,5 bilhões de reais de “troco”, a ser gerido pela própria quadrilha da Lava Jato é muito mais corrupção do que tudo que eles alegam que “recuperaram”.

“Em face da agressão cibernética, foram adotadas medidas para aprimorar a segurança das comunicações dos integrantes do Ministério Público Federal, assim como para responsabilizar os envolvidos no ataque hacker, que não se confunde com a atuação da imprensa. Desde o primeiro momento em que percebidas as tentativas de ataques, a força-tarefa comunicou a Procuradoria-Geral da República para que medidas de segurança pudessem ser adotadas em relação a todos os membros do MPF. Na mesma direção, um grupo de trabalho envolvendo diversos procuradores da República foi constituído para, em auxílio à Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da PGR, aprofundar as investigações e buscar as melhores medidas de prevenção a novas investidas criminosas.

Em conclusão, os membros do Ministério Público Federal que integram a força-tarefa da operação Lava Jato renovam publicamente o compromisso de avançar o trabalho técnico, imparcial e apartidário e informam que estão sendo adotadas medidas para esclarecer a sociedade sobre eventuais dúvidas sobre as mensagens trocadas, para a apuração rigorosa dos crimes sob o necessário sigilo e para minorar os riscos à segurança dos procuradores atacados e de suas famílias.”

É como uma caixa de marimbondos em polvorosa, procurando como foi que tudo foi parar no ventilador, se esforçando para parecerem “zen” diante das chamas. O trabalho “técnico, imparcial e apartidário” do último parágrafo é um escárnio, digno da mesma credibilidade do coelhinho da Páscoa e da fada do dente. Só bolsomínions vão se agarrar a essas declarações inócuas para manter sua fé.

Tudo o que a Lava Jato fez precisa ser anulado e seus perpetuadores serem banidos dos cargos que detém. Lula precisa ser solto imediatamente, sem prejuízo de ser ressarcido, de alguma foram, pelo Estado Brasileiro, por 13 meses de privação da liberdade e todo o prejuízo moral, pessoal e patrimonial por que passou toda sua família, malgrado a vida de dona Marisa não ter volta. A chapa de Bolsonaro – Morão precisa ser cassada e a eleição anulada por vícios indeléveis. Novas eleições devem ser convocadas excepcionalmente e com Lula candidato.