Opressão capitalista: mulheres têm menos de 3/4 dos direitos econômicos dos homens

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Da redação – Foi divulgada na semana passada uma pesquisa, realizada pelo Banco Mundial imperialista, referente a igualdade de direitos econômicos entre homens e mulheres. Foram analisados 187 países, na qual analisaram o índice de progresso alcançado na última década.

O que pode ser constatado é um breve recorte da realidade desigual de homens e mulheres no mercado de trabalho. Elas possuem, em média, apenas três quartos das proteções legais que são concedidas a trabalhadores do sexo masculino. Dentre as maiores disparidades, constata-se a diferença de salários entre os ocupantes de mesmo cargo, as medidas tomadas pelas empresas em casos de assédio sexual e a proibição da inserção da mulher em alguns empregos.

O relatório constata que, do total de países analisados, 131 alcançaram “progresso”, colocando em prática uma série de reformas que visam, teoricamente, a ampliação de direitos as mulheres e 56 deles, segundo a pesquisa, não melhoraram, em nenhum aspecto, em relação a questões referentes à disparidade de gênero. É importante salientar que esse avanço teórico é, na verdade, muito pouco em comparação com a repressão que elas sofrem quando buscam se inserir no mercado de trabalho. Com salários inferiores, elas possuem dupla jornada de trabalho, sendo forçadas a cuidar também da casa e dos filhos.

Não se pode deixar enganar por esse tipo de informação. É fundamental que as mulheres lutem pela conquista de seus direitos. Todavia a emancipação da mulher só será possível com a derrubada total deste sistema de exploração e opressão das mulheres: o capitalismo. No regime imperialista, que é a fase superior do capitalismo vigente nos últimos cem anos, em um quadro geral os direitos da mulheres apenas regridem, na medida em que o sistema capitalista se apodrece cada vez mais e a burguesia precisa salvar os seus lucros aumentando a exploração, que começa dos grupos mais vulneráveis da sociedade – entre eles, as mulheres. Portanto, se, por um lado, a burguesia se vê obrigada, pela pressão das mulheres, a conceder alguns direitos a elas, quando ela necessita, ela simplesmente rasga todos os direitos conquistados pelas mulheres para poder ela mesma sobreviver. No capitalismo, não há condições para as mulheres desfrutarem de plenos direitos. Elas precisam se juntar ao proletariado pela Revolução, a fim de alcançarem verdadeiras conquistas.