Golpismo Internacional
Líder fantoche do imperialismo na Bielorrússia conclama a França a ‘salvar’ seu país
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Monumento da Coragem: soldado soviético entristecido olhando para as ruínas da Fortaleza de Brest | Priscilla Meray

A ofensiva imperialista contra a Bielorrússia ganha um novo capítulo nesta quarta-feira (7/10) quando a líder da oposição, Svetlana Tikhanovskaya, pediu ajuda aos deputados franceses, alegando que seus concidadãos seriam vítimas de repressão política e que os jornalistas independentes estariam perdendo suas credenciais para cobrir os protestos. Segundo Tikhanovskaya, os franceses podem ajudar a evitar uma guerra civil.

O pedido veio durante uma videoconferência com a Comissão das Relações Exteriores da Assembleia Nacional francesa. A líder oposicionista também pediu para que os países da UE recebam os bielorrussos que abandonaram o país, conclamou os jornalistas independentes a participarem dos protestos mesmo sem credenciais por sua conta e risco, pediu para que a UE pressione o governo Lukashenko por novas eleições.

A Bielorrússia enfrenta uma onda de protestos contra o presidente Alexander Lukashenko desde sua eleição em agosto. Os protestos são potencializado pela imprensa estrangeira, sobretudo em países imperialistas como EUA, Inglaterra e União Europeia, para quem Svetlana Tikhanovskaia é uma espécie de Juan Guaidó dos Balcãs.

Para o governo de Moscou, a oposição não tem legitimidade. Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, “Tikhanovskaia não está na Bielorrússia. Dificilmente se pode dizer que ela participa da política bielorrussa”, e em seguida afirmou que nenhum contato está planejado entre ela e o presidente russo, Vladimir Putin. Além disso encontra-se com chefes de Estado e de governo que consideram o atual chefe de Estado bielorrusso ilegítimo.

A professora de inglês, Svetlana Tikhanovskaya, assumiu a liderança da oposição quando seu marido Sergei, um blogueiro, foi impedido de se registrar como candidato à presidência e foi preso por conspirar para derrubar o governo, desde então atual como fantoche do imperialismo. O pedido de ajuda aos franceses é um gesto de subserviência, afinal de contas a França é um país imperialista e como tal nunca ajudou ninguém, ao contrário, explorou e escravizou nações inteiras na África e na Ásia.

Se há um perigo de guerra civil é porque a oposição está disposta a se oferecer aos serviços do imperialismo internacional, um consorcio predatório que explora nações a mais de um século, e para isso promove guerras como por exemplo fez a França e em seguida os EUA no Vietnã por mais de 30 anos a um custo de milhões de vidas.

Os países que contestam as eleições na Bielorrússia são os mesmos que apoiaram os golpes recentes na América Latina, golpes como os que depuseram o presidente eleito em primeiro turno na Bolívia, Evo Morales, ou que condenaram ilegalmente Rafael Correa no Equador, ou ainda a farsa que depôs Dilma Rousseff no Brasil.

Nós comunistas não podemos cair na armadinha pseudomoralista da imprensa burguesa que acusa Lukashenko de ditador, devemos lembrar de Trotski, que em uma entrevista em 1938, disse que num conflito Brasil e Inglaterra estaria do lado do Brasil “fascista” contra a Inglaterra “democrática”, por entender que o imperialismo é o maior inimigo da classe trabalhadora. Ou simplesmente parafrasearmos Brizola: Se a Globo, ou melhor… Se o imperialismo é contra somos a favor, se é a favor somos contra.

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