Frente Integralista Brasileira
Na tentativa de se apresentar com uma imagem pacifista, os integralistas expulsam imediatamente um dos suspeitos de atacar a produtora Porta dos Fundos.
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Símbolo integralista |

A Frente Integralista Brasileira emitiu nota na última terça-feira (31/12) informando a expulsão de Eduardo Fauzi. Assinada por seu “Conselho Diretivo Nacional”, a nota evidencia a tentativa de defender-se da repercussão negativa que o incêndio ao estúdio do Porta dos Fundos deve ter causado para a FIB.

A entidade procura se mostrar pacifista e respeitosa das leis e da ordem pública. Trata com reverência a “eficiente apuração da polícia civil do RJ”, chama de lamentável e criminoso o ataque ao prédio da produtora, e pede para seus membros colaborarem com informações que possam ajudar a polícia na investigação. A FIB faz, inclusive, um mea culpa, dizendo reconhecer a necessidade de zelar melhor pela formação dos que integram o movimento, e qualifica de traição, covardia e deslealdade esse tipo de conduta.

O atentado ao Porta dos Fundos havia sido assumido por um grupo identificado como “Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Familia Integralista Brasileira,” mas o único suspeito foi Fauzi. Isso mostra, inclusive, a usual tendenciosidade da polícia. Fauzi foi preso durante as manifestações de 2013, o que permite o reforço de certas narrativas, tais como dizer que as manifestações pelo passe livre eram de direita, ou associar Fauzi aos Black Blocks e outros ativistas, pavimentando o caminho para qualificar grupos anarquistas ou de esquerda como terroristas.

A nota da Frente Integralista mostra que o grupo ainda receia expressar sua verdadeira face, de extrema-direita, de inspirações fascistas. Eles tentam comer pelas beiradas, apresentando-se como “conservadores do bem”, defensores da ordem, respeitadores de valores tradicionais e cristãos. Através dessa estratégia, angariam simpatizantes, crescem e ganham certa aceitação pública. Até que isso aconteça, promover atentados e assumi-los publicamente seria um suicídio político.

Foi assim com os “liberais” do início da década. Estruturaram-se como institutos de estudos econômicos, mas foram um celeiro de incubação de golpistas e fascistas. A classe trabalhadora não pode se enganar com as aparências pacifistas e até inocentes de certos grupos conservadores – na verdade, reacionários – que vêm sendo incubados pela burguesia em crise. É deste celeiro que acabam sendo selecionados os indíviduos mais agressivos que irão compor as hordas fascistas e até assumir cargos no poder público.

Os integralistas são um grupo perigoso à classe trabalhadora. Com seu discurso anticomunista, seus ideais conservadores, que podem incluir desde um fanatismo cristão, à defesa da monarquia, além dos ideais de raça superior, eles são o espaço perfeito para acolher membros desorientados, sem nada a perder, dispostos a atacar o “inimigo vermelho” a qualquer custo.

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