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Um acidente ocorrido na manhã de terça-feira na Usina Santa Fé em Nova Europa-SP resultou na morte de um operário de 35 anos. Daniel Jorge Leite, funcionário de uma empresa terceirizada instalava dispositivos de segurança antes de iniciar a manutenção de uma máquina. Eles se soltaram e ele foi prensado pelo equipamento. Este é o terceiro acidente fatal no período de um mês nesta mesma fábrica.

Segundo os dados atualizados da Previdência Social (referente ao ano de 2015) o número total de acidentes do trabalho no Brasil sofreu uma queda de 14% em relação ao ano anterior. Durante o ano de 2015, foram registrados no INSS cerca de 612,6 mil acidentes do trabalho. Destes, 18% não tiveram a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), totalizando 109.6 mil acidentes sem CAT registrada. A despeito da queda no seu número o Brasil ocupa o 4º lugar mundial em acidentes do trabalho. O baixo valor das indenizações pagas aos acidentados desestimula as empresas a investirem na prevenção de acidentes do trabalho.

Associada a grande número de acidentes, inclusive fatais, e ao adoecimento de trabalhadores está a terceirização que piora as condições de segurança uma vez que fragiliza a ação dos sindicatos, a fiscalização e dificulta a organização dos trabalhadores. A terceirização faz vítimas em todos os setores. Um dossiê do Dieese mostra que no setor elétrico há altos índices de acidentes e mortes no trabalho entre os trabalhadores terceirizados. Com base relatório de estatísticas de acidentes do setor, produzido pela Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), o Dieese informa que os trabalhadores terceirizados morrem 3,4 vezes mais do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica. Outro dado indica que o índice de acidentes no setor elétrico é 5,5 vezes maior que o dos demais setores da economia. Com a terceirização indiscriminada a tendência é de aumento da subnotificação dos casos, já que os acidentes devem vitimar trabalhadores cujas empresas de vínculo poderão ter contratos com variados ramos econômicos. Um acidente sofrido por trabalhador terceirizado, que tenha a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) emitida, deverá entrar na cota da terceirizada. Portanto, o estado terá mais dificuldades de rastrear esse acidente, pois a empresa terceirizada pode ter contrato com uma empresa metalúrgica, química ou plástica pois as empresas terceirizadas alugam a força de trabalho das pessoas.

Com a crise econômica a situação com relação aos acidentes de trabalho tende a se agravar porque além de investir ainda menos em medidas de segurança preventivas no ambiente de trabalho os empregadores demitem e sobrecarregam os trabalhadores que permanecem.

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