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Um acidente ocorrido na noite de terça-feira em Orleans-SC resultou na morte de um operário de 21 anos. A vítima foi atingida por uma empilhadeira que virou e pressionou seu tórax. O Brasil registra cerca de 700 mil acidentes de trabalho por ano, segundo dados do Ministério da Previdência Social. E o alto índice pode ser ainda maior, já que o órgão do Governo Federal compila somente registros oficiais, ou seja, aqueles notificados e que tenham atingido trabalhadores inseridos na CLT.

O número de óbitos como consequência desses acidentes caiu de 3.793 mil para 2.797 mil em 15 anos, entre 1998 e 2013, conforme apontam os últimos dados da previdência. Essa taxa de mortalidade representa 6,53 por 100 mil trabalhadores, muito alta quando levamos em consideração que nos Estados Unidos essa proporção é de 3,2. Além disso deve-se levar em consideração o alto índice de subnotificação. Cerca de sete brasileiros perdem a vida todos os dias em acidentes de trabalho no Brasil, totalizando uma média de 2.500 óbitos a cada ano no país. Esses números alarmantes colocam o Brasil na quarta posição mundial em relação a quantidade de mortes, perdendo apenas para a China, os Estados Unidos e a Rússia, segundo dados divulgados recentemente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Seguindo as estatísticas referentes ao ano de 2011, é possível notar que a distribuição geográfica dos acidentes de trabalho no país é consideravelmente desigual. Apenas na região Sudeste, ocorreram cerca de 69% dos acidentes daquele ano, que correspondem a 387.142. A segunda região com mais acidentes é o Sul do país, que registrou 153.329 casos de acidente de trabalho, seguida pelo Nordeste, com 91.725 e pelo Centro-Oeste, com 47.884. Por fim, a região Norte do país é a que apresenta o menor número de ocorrências, com 31.084 acidentes.

Em relação à distribuição dos acidentes por setor da economia, os dados divulgados no ano de 2012 indicam que o setor de Serviços, responsável por mais de 70% dos trabalhadores formais do país, é o que apresenta o maior número de acidentes, 348.489, sendo que boa parte desses casos ocorreram no segmento de Comércio e Reparação de Veículos Automotores – que registrou 96.278 acidentes de trabalho. A construção civil é outro segmento com um número bastante elevado de ocorrências, registrando 64.161 acidentes de trabalho no ano de 2012. O segundo setor com mais acidentes é a Indústria, que apesar de empregar apenas 25% dos trabalhadores formais do país, relatou 310.988 acidentes de trabalho em 2012, sendo portanto o setor que possui a maior incidência de acidentes a cada 100 mil trabalhadores.

A insegurança no trabalho tem provocado mobilizações de entidades além dos sindicatos na defesa de segurança maior no trabalho. Foi o caso de Volta Redonda. Na cidade onde fica a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), renasceu o Fórum de Resistência, que surgiu alguns anos antes da greve de 1988, quando três trabalhadores foram mortos numa invasão do Exército para tirar grevistas que haviam ocupado a siderúrgica. Em dezembro de 2015, a companhia anunciou a demissão de 3 mil funcionários. A sociedade se mobilizou, e as demissões caíram para 700.

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