Genocidio carioca pela PM
A chamada politica de segurança da PM Fluminense realizou no mês de outubro 38 operações em plena pandemia, provocando a morte de 145 pessoas
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Operação Policial na vila Cruzeiro em 2010. Esta tática de extermínio da população é antiga | Igor Fernando site Flick

Em outubro na área de metropolitana da capital de cada dez operações policiais realizadas, oito resultaram em morte de cidadãos fluminenses. Assim informa o levantamento realizado pelo GENI, Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O relatório aponta que foram realizadas 38 operações policiais sendo que em 30 delas foi reportada pelo menos uma morte. Em entrevista para Matheus Rodrigues do portal de noticias G1, o sociólogo Diogo Harata, coordenador do Grupo, é um aumento representativo em relação ao mês de setembro quando ocorreram 19 operações sendo que de cada dez em três tinham registro de mortes. Para ele isto demonstra um descontrole por parte da Policia Militar na forma que estas operações policiais têm procedido.

Neste ponto é preciso discordar do sociólogo, pois a Policia Militar é montada para ser uma arma de opressão e de extermínio contra a população em todo o Brasil ainda que no Rio de Janeiro tal estratégia se mostra em toda sua clareza.

Deve-se enfatizar que os dados apresentados neste relatório só apresenta uma parte da atuação efetivada pela PM nas comunidades pobres cariocas. Somente aquelas que tiveram a devida publicidade. Nenhum dos pesquisadores tem permissão de acompanhar todos os policiais dos batalhões envolvidos.  Quantos desaparecidos no Grande Rio podem ser decorrentes de ações policiais ainda que autorizadas por um comando superior. São dados conservadores.

Cabe também relembrar que no inicio de agosto o Supremo Tribunal Federal referendou a decisão liminar de suspender operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do novo Coronavirus, só podendo ocorrer “em hipóteses absolutamente excepcionais que devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente”. Contudo, isto não parece importar ao governador interino Claudio Castro, vice-governador que assumiu em 28 de agosto devido ao afastamento de Witzel, aquele queria atirar na cabecinha de bandido, em razão do seu processo de impeachment.  Castro, ainda que continue aliado de Bolsonaro, diferente de Witzel, segue na mesma linha de extermínio da população.

O Instituto de Segurança Publica apontou que os números de mortes por ação do Estado foi quase três vezes maior em outubro que em setembro quando foi registrado 52 mortes contra 145 mortes. No ano já morreram pelo menos 1075 pessoas por ação policial, só em abril no ponto do tal fique em casa foram mortas 179 pessoas. A partir da liminar de junho do STF, houve uma queda para 34 mortes registradas, todavia a PM em seu esforço genocida já alcançou os números de outubro do ano passado quando foram mortas 146 pessoas.

Todos estes números, que como já dito são bastantes conservadores, demonstram a urgência do fim da Policia Militar. Levando em conta que a grande maioria dos mortos pelas PM em todo o país é jovem negro pobre. Com certeza, esta seria uma medida muito mais efetiva contra o racismo do que a derrubada de estatua ou a contratação de negros por grandes empresas privadas.

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