Perseguição política
Embora oportunista, Coutinho é um dos únicos políticos de esquerda do PSB, tendo apoiado Lula e votado contra o impeachment de Dilma
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Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba. Foto: Humberto Pradera |

Da redação – A Polícia Federal cumpre hoje (17) mandado de prisão contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), por supostamente ser responsável por uma alegada organização criminosa que teria desviado R$ 134,2 milhões dos serviços de saúde e educação.

Além dele, o atual governador do estado, João Azevêdo, aliado de Coutinho, também é alvo da operação, denominada Calvário. O irmão do ex-governador, Coriolano Coutinho, foi preso, assim como a deputada estadual Estelizabel Bezerra de Souza (PSB), a prefeita da cidade do Conde Márcia de Figueiredo Lucena Lima (PSB), dentre outros funcionários públicos locais.

Pelas redes sociais, o ex-governador afirmou estar em viagem de férias mas que irá antecipar o retorno para provar sua inocência.

Trata-se, no entanto, de uma clara operação de perseguição política contra um ex-governador que, apesar de ser de um partido burguês que finge ser de esquerda (o PSB), mostrou-se mais à esquerda – obviamente por interesses políticos – do que seus partidários e muitos de seus aliados. Por exemplo, ele votou contra o impeachament da ex-presidenta Dilma Rousseff e defendeu abertamente a liberdade do ex-presidente Lula.

Seu governo tem sido apoiado pelo PT e pela esquerda institucional paraibana, logicamente com o apoio das oligarquias locais, mas que entra em contradição com a direita e os golpistas, por isso o motivo de sua prisão.

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