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Operação para limpar o governo do PSL continua, ministro do Turismo pode ser o próximo a cair.
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Operação para limpar o governo do PSL continua, ministro do Turismo pode ser o próximo a cair.
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Nesta semana foi possível perceber, mais uma vez, a crise que o governo de Jair Bolsonaro vem enfrentando. Depois da exoneração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, envolvido em esquemas de candidaturas laranja pelo Partido Social Liberal (PSL), em Pernambuco, agora mais uma declaração a respeito vem à tona, desta vez envolvendo o ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Em 2017 ele era presidente do Diretório Estadual do partido e foi o responsável pela formação das chapas que concorreram as eleições em Minas Gerais. Atualmente está sob acusação de lavagem de dinheiro das campanhas eleitorais.

As denúncias envolvendo o então ministro do turismo vieram à tona depois que a ex-candidata a deputada, em Minas Gerais, pelo Partido Social Liberal, Cleuzenir Barbosa, relatou a imprensa burguesa sobre o funcionamento das candidaturas laranjas no último pleito. Segundo ela, a verba de campanha foi liberada -formalmente- por Gustavo Bebianno (então presidente nacional da sigla). A candidata era responsável por receber os valores e repassar para contas indicadas pelo atual ministro do turismo Marcelo Álvaro Antônio. A professora aposentada afirma que, desde o início, todos estavam a par do acordo, mas que ela não quis participar.

Cleuzenir Barbosa ainda denunciou o caso na polícia e no Ministério Público. Segundo a ex-candidata, ela vem sofrendo forte pressão dos assessores do ministro do turismo para que devolva R$50 mil, dos R$60 mil que lhe foi depositado durante a campanha, via fundo eleitoral. Atualmente, com medo de sofrer algum ataque por parte dos bolsonaristas que integram o governo, ela vive em Portugal. Afirma que sua candidatura foi apenas fachada, para que o Partido Social Liberal preenchesse a cota feminina no pleito (30%). Ela, junto a outras mulheres, tiveram votações inexpressivas em Minas Gerais e não fizeram campanha.

Vale lembrar que o governo de Jair Bolsonaro vem enfrentando uma enorme crise interna, que ele não está sendo capaz de controlar, fruto das próprias contradições de um governo improvisado. O que está ocorrendo, atualmente, é uma tentativa da burguesia de colocar o governo do fascista sob o controle da velha política, ou seja, daqueles partidos mais experientes, como o PMDB e o DEM. Para isso utilizam-se do aparato da imprensa burguesa, que denuncia, diariamente, esquemas de corrupção, envolvendo integrantes do do PSL, que representam o baixo clero da política e estão mais vulneráveis, não possuindo grande expressividade no cenário político. O centrão se apodera do governo, juntamente com os militares, visando colocar em prática um plano econômico viável. É justamente na economia que o governo vem enfrentando um enorme problema. Com uma dificuldade enorme de colocar em prática o pacote neoliberal para destruir a economia brasileira e favorecer os imperialistas, também estão fracassando nas tentativas de coloca-la no eixo e, como se pode perceber, caso isso não ocorra a reação pode ser explosiva no país.

É perceptível o pacote de políticas neoliberais é totalmente repudiado pelos trabalhadores. Neste sentido a organização da classe trabalhadora é fundamental, através dos Comitês de Luta Contra o Golpe, para que sejam construídas amplas mobilizações populares a fim de retirar do poder o fascista Jair Bolsonaro, bem como todos os golpistas que vem massacrando seus direitos.