Latifundiários organizam operação de guerra para atacar indígenas guarani no MS

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O governo do Estado do Mato Grosso do Sul, no papel do golpista Reinaldo Azambuja (PSDB), organizou uma verdadeira operação de guerra contra os indígenas Guarani-Kaiowá neste final de semana.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado se aproveitou de uma ação organizada pelos latifundiários da região de Caarapó para atacar violentamente os indígenas que lutam por suas terras.

Contando apenas com a versão dos latifundiários e sem nenhuma autorização judicial ou suspeita que justifique a ação, autorizou uma violenta intervenção policial sobre as famílias Guarani-Kaiowá que contou com helicóptero, pelotões do Batalhão de Choque, Força Tática e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

A arapuca montada pelos latifundiários em conluio com os golpistas que controlam o Estado, foi iniciada pela justificativa de que indígenas haviam entrado na Fazenda Santa Maria e deixando uma pessoa em cárcere privado. Sem nenhuma evidencia disso, foi organizada a operação de guerra para aproveitar e expulsar os indígenas de suas terras e aterrorizar as famílias.

A ação fascista da polícia militar foi acompanhada pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Waldir Ribeiro Acosta, e pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antonio Carlos Videira, que de maneira vil assistiram de perto o massacre das famílias.

Fica claro que essa cena montada por latifundiários e o governo golpista se deu em decorrência da suspensão da reintegração de posse contra essas famílias indígenas realizada em abril deste ano encaminhada pelos latifundiários da Fazenda Santa Maria.

A Terra Indígena Dourados-Amambaipegua I, reconhecida pela Funai (Fundação Nacional do Índio), que foi o palco dos conflitos, e os latifundiários querem reverter essa situação da maneira que for necessária. Para isso tem o apoio incondicional do Estado golpista e do judiciário.

As entidades e partidos de esquerda devem apoiar a luta dos indígenas e denunciar a atuação dos latifundiários para massacrar as comunidades para explorar as suas terras.