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Presidente dos EUA
ONU: Trump ataca Venezuela, China e Irã e defende protecionismo
Em discurso na ONU, o presidente norte-americano, Donald Trump, atacou países contrários à política do imperialismo e ainda defendeu uma política protecionista.
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Presidente dos EUA
ONU: Trump ataca Venezuela, China e Irã e defende protecionismo
Em discurso na ONU, o presidente norte-americano, Donald Trump, atacou países contrários à política do imperialismo e ainda defendeu uma política protecionista.
Discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU. Foto: Johannes Eisele/AFP/Getty Images
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Discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU. Foto: Johannes Eisele/AFP/Getty Images

Da redação – Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente norte-americano Donald Trump defendeu explicitamente os interesses do grupo imperialista do qual faz parte. Sendo membro de um setor não hegemônico do imperialismo, o norte-americano atacou a “ordem global” e revelou que os “globalistas” jamais triunfarão.

“O futuro não pertence aos globalistas. O futuro pertence aos patriotas”, afirmou. Sua declaração é uma defesa de sua política protecionista que quebra a aliança internacional da ala majoritária do imperialismo, o capital financeiro e os bancos. Trump é representante de um setor da burguesia imperialista norte-americana que entrou em crise com a política levada adiante pelos banqueiros, uma vez que diversas empresas começaram a falir diante da desindustrialização do país com a globalização. Por isso, o presidente dos EUA destoa e ataca o “globalismo”

Cinicamente, o representante da extrema-direita norte-americana ainda afirmou que “o futuro pertence à soberania e às nações independentes que protegem seus cidadãos, respeitam seus vizinhos e honram as diferenças que tornam cada país especial e único”, o que não condiz com as ações invasivas e de dominação realizadas pelos EUA, que atacam a soberania de praticamente todos os países do mundo.

Trump ainda aproveitou para atacar a China e defender os coxinhatos de Hong Kong, patrocinados pelos EUA com o objetivo de desestabilizar o governo chinês. O estadunidense pediu para que o governo respeitasse a “democracia” e a “liberdade” do antigo território britânico – mais uma afirmação cínica do presidente do país que mais promove ditaduras pelo mundo.

Desta forma, ameaçou a China, declarando que os EUA estão “monitorando cuidadosamente” a forma como a China está tratando as manifestações de direita.

Além da China, Trump também ameaçou o Irã, alertando para o endurecimento de sanções contra o país caso o país do Oriente Médio não mude sua política supostamente agressiva. Na realidade, a política agressiva surge do próprio Estados Unidos que ameaça a soberania do país constantemente com agressões e provocações.

E não bastasse isso, aproveitou também para atacar a Venezuela. “Estamos acompanhando a situação na Venezuela muito de perto”, afirmou Trump, e ainda disse: “esperamos o dia em que a democracia será totalmente restaurada no país, quando a Venezuela será livre e quando a liberdade prevalecerá em todo hemisfério”, o que significa na realidade que esperam o dia em que a dominação dos EUA sobre o país latino-americano será completa.

Trump revelou sua política anticomunista declarando que os EUA nunca serão um país comunista e afirmou que a o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, é “uma marionete cubana, protegido por seguranças cubanos”. “E na Venezuela vemos que este saldo de mortes continua”, continuou.