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O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, nesta última sexta-feira (27), uma resolução em caráter de urgência que cria uma “missão internacional independente” que será enviada à Venezuela para investigar “violações de direitos humanos”. A resolução contou com apoio dos países imperialistas EUA e Canadá, do imperialismo europeu e dos serviçais do Grupo de Lima, um conjunto de países que sofreram golpes de Estado e atualmente se encontram sob governos alinhados com os interesses imperialistas na América Latina.

Trata-se de uma comissão que tem por objetivo atacar a Venezuela e criar motivos para uma intervenção militar estrangeira e a realização de um golpe de Estado, com a substituição do presidente eleito Nicolás Maduro pelo deputado Juan Guaidó, um declarado capacho dos EUA, apoiado e financiado por este.

A comissão da ONU cita que desde 2016 há violações de direitos humanos na Venezuela e uma crise econômica e social. O que o imperialismo não diz em seus relatórios e na sua imprensa é que tentou um violento golpe de Estado em 2016 com a violência das guarimbas e que os problemas econômicos são resultado de uma política de guerra econômica contra o país, que se materializa nas sanções à economia, em especial sobre a indústria do petróleo, no congelamento de ativos da petroleira estatal PDVSA no exterior, no bloqueio comercial, na sabotagem à produção e nas tentativas reiteradas de golpe de Estado.

A alegada repressão à oposição é uma farsa. Na Venezuela, golpistas declarados se encontram livres. Um deputado é declarado presidente por outro país e nada acontece. A oposição burguesa e pró-imperialista clama por uma intervenção estrangeira e se propõe a entregar todas as riquezas naturais do país e ninguém é preso.

No Brasil, o presidente golpista e capacho dos EUA, Jair Bolsonaro (PSL), ocupa papel central na articulação política para a intervenção estrangeira na Venezuela.