Campanha demagógica e golpista
A esquerda mostra mais uma vez sua capacidade infinita de se colocar a reboque da direita
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Coxinhas e esquerda se uniram na campanha. |

Por Henrique Áreas

Entre 2013 e o primeiro semestre de 2014, em plena campanha para as eleições presidenciais no Brasil, um movimento ganhou destaque na imprensa golpista nacional e na imprensa imperialista internacional, chamado de “Não vai ter Copa”.

Na época, uma parte da esquerda pequeno-burguesa, liderada por Guilherme Boulos, que na época era apenas o líder do MTST, embarcou na campanha realizando alguns movimentos de rua. Uma das palavras de ordem mais presentes nesse movimento, difundido inclusive pela direita que começava a sair nas ruas em seus “coxinhatos”, era a de “hospitais padrão FIFA”.

Sobre o movimento “Não vai ter Copa” hoje está muito claro, para quem teve dúvidas na época, que se tratava de um movimento golpista, impulsionado pela direita que pretendia vencer o PT nas eleições ou derruba-lo caso não conseguisse esse feito eleitoral, coisa que aconteceu em 2016.

O “Não vai ter Copa” era impulsionada pela direita, cínica e demagogicamente, e levada adiante pela esquerda pequeno-burguesa. Por parte da direita a campanha era demagógica justamente porque essa mesma direita, do ponto de vista econômico, também estava lucrando com a Copa, ao mesmo tempo em que se preocupava com os ganhos políticos do PT caso o evento esportivo mais popular do mundo fosse bem sucedido. Por parte da esquerda pequeno-burguesa, a campanha tinha como combustível a campanha contra o futebol, fazendo demagogia com os gastos da Copa para na realidade atacar a cultura popular.

A mais demagógica das expressão era justamente a palavra de ordem de “hospitais padrão FIFA”. Em primeiro lugar porque só mesmo demagogia eleitoral rasteira poderia fazer uma ligação entre o que se gasta com um estádio com o que se poderia gastar com hospitais. Em segundo lugar porque nenhum movimento social sério deveria se colocar frontalmente contra o investimento em estádios, embora se pudesse criticar os métodos e os gastos abusivos.

Mas o que chama a atenção nisso tudo é a capacidade da esquerda de se colocar a reboque da direita. Se na época, para fazer campanha contra o governo do PT, a direita dava destaque a uma suposta reivindicação de “hospitais padrão FIFA” agora, em meio a uma pandemia, com o País governado pela direita, nada ou muito pouco se ouve falar de uma reivindicação desse tipo.

A luta por “hospitais padrão FIFA” ou qualquer outro “padrão” não aparece nos jornais golpista. Mas não aprece também entre as principais preocupações da esquerda pequeno-burguesa. Será coincidência que essa esquerda levantava tal palavra de ordem apenas no momento em que isso servia à direita golpista? Claro que não!

Hoje, quando a direita está deixando o povo morrer em casa sem leitos de UTIs para tratar a pandemia,, a esquerda adotou como palavra de ordem central o “fique em casa”, exatamente a palavra de ordem da direita genocida.

Os “hospitais padrão FIFA”  ficaram apenas na demagogia eleitoral da esquerda e como campanha golpista da direita, que hoje prepara o genocídio do povo.

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