Saúde e genocídio
Mais uma vez, a direita golpista dá mostras de sua ineficiência crônica a frente da administração do sistema de saúde durante a pandemia.
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Contaminação cresce por toda parte. | Reprodução.
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Contaminação cresce por toda parte. | Reprodução.

Mais uma vez, a direita golpista dá mostras de sua ineficiência crônica a frente da administração do sistema de saúde durante a pandemia. Santa Catariana, que conta com o mandato de Carlos Moisés da Silva, filiado ao PSL e atual governador de Santa Catarina, partido de apoio ao governo golpista de Bolsonaro, é exemplo disso.

O lado Oeste de SC, apresentou 100% de ocupação dos leitos de adultos. Esse é o resultado dos dados divulgados no domingo passado (14), sobre o balanço feito pelo governo do Estado, e que revelou um índice alto de agravamento em razão da pandemia e que levaram à lotação extrema de UTIs na localidade.

Em Chapecó, o prefeito veio a público e manifestou a sua preocupação dizendo: “Estamos em estágio de colapso”. Na realidade, ele expressou a preocupação com a proximidade de uma calamidade pública em que não haverá leitos de UTI para suportar a demanda proveniente do contágio na Grande Oeste do Estado, como é chamada a localidade. O que, por isso mesmo, já tem sido responsável pela transferência já operada com apoio dos bombeiros, via transporte aéreo.

O colapso alardeado do sistema de saúde é a consequência de um aumento de incidência de pacientes infectados, e um acumulado de duas semanas seguidas. Foi em razão disso que houve a necessidade de transferências dos pacientes para outras regiões, numa tentativa de evitar o colapso do sistema. Infelizmente em vão tentaram, já que a demanda aumentou no período, superando a medida e aproximando o colapso. Não foi possível superar a demanda aumentada, nem mesmo com a prefeitura tomando medidas restritivas tais como: fechamento de bares, choperias, cinemas, teatros e museus. E isso, sem falar no adiamento do início das aulas presenciais, cuja previsão inicial era para 18/02.

“Se você tiver 1 milhão de reais no bolso agora e precisar internar a sua esposa numa UTI em Chapecó, não vai ter lugar.” Essa foi a mensagem deixada pelo prefeito João Rodrigues quando alardeou o colapso do sistema de saúde da cidade, dando o tom dramático da situação.

O presidente golpista Jair Bolsonaro, de passagem por Santa Catarina enquanto usufrui de uma folga, acabou tendo que se pronunciar, o que fez através de um pedido direcionado ao general Eduardo Pazuello, para que dispensasse uma especial atenção à localidade. Ele também se propôs a ajudar o prefeito de Chapecó, a quem telefonou para oferecer apoio e apelar pela abertura de mais leitos de UTI e de enfermaria, segundo informou Rodrigues.

O prefeito e o diretor do Hospital Regional do Oeste, Osmar de Oliveira, em transmissão nas redes sociais neste domingo,  comunicaram à população ouvinte, o desejo de disponibilizar mais 28 leitos de UTI na instituição hospitalar. Mesmo assim, 121 pessoas necessitaram de transferência urgente buscando UTIs de outros lugares próximos. Sendo isso, exatamente, o que, com as UTIs novas, seria possível evitar, e se espera que aconteça.

Na manhã deste último domingo (14) 73% dos testes feitos deram positivo para o coronavírus, segundo informou o município.

Todo esforço no sentido de “apagar os incêndios” decorrentes dos surtos da pandemia, são medidas pelas quais se busca resolver de maneira, extremamente ineficiente, e contando com muitas mortes como resultado esperado, de quem, já antes mesmo da pandemia não investia na área, com aportes financeiros importantes na estruturação de um sólido sistema de saúde, e que, desde março de 2020, com o início do drama provocado pelo grande contágio do coronavírus,  quando ainda mais se exigiu esses investimento,  menos ainda obteve, seja do governo estadual, federal ou municipal, qualquer iniciativa neste sentido.

Pode-se dizer, que estamos diante de um resultado previsto mas aceito como aceitável pelo governo de direita, que, pareado pelo governo federal, nada pretende e nada faz no sentido de aliviar a dor de tantas famílias que se despedem de forma dramática, de seus entes queridos levados pela pandemia.

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