Lamentos não bastam
Não adianta se lamentar e implorar a Baleia e Bolsonaro, é preciso colocar em movimento a força da classe operária
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Colocar em movimento a força da classe operária na defesa de seus empregos | Foto: Reprodução

Depois do anuncio das 5 mil demissões diretas e o fechamento de todas as fabricas da Ford no País, o que vai acarretar cerca de 50 ml demissões no setor, atingindo mais de 200 mil pessoas, dirigentes da Central única dos Trabalhadores (CUT) e das demais “centrais”, além de emitirem inúteis notas fúnebres, com inúteis lamentos e – na maioria dos casos – responsabilizar apenas o atual governo reacionário, livrando a cara de toda a direita golpista, os “pais” de Bolsonaro, que articularam e deram o golpe de Estado em 2016 (quando Bolsonaro só tinha 1 ou 2 votos no Congresso), foram bater à porta do candidato à presidência da Câmara dos Deputados, deputado Baleia Rossi, também presidente do partido golpista com maior número de parlamentares e maior beneficiário direto da deposição da presidenta Dilma Rousseff, com a posse do ex-presidente do MDB e ex-vice presidente da República, Michel Temer.

Proposta de luta, efetivamente, nada.

Na “agenda” burocrática e institucional aprovada pelos sindicalistas, embora se anuncie que:

“…deve ser mobilizadora da ação sindical em todos os níveis”

constam apenas

“interlocução com Prefeitos recém-empossados, com Governadores, com os empresários, assim como na articulação com os movimentos sociais e populares, e com as entidades da sociedade civil”.

Para não deixar duvida de que para a burocracia, não tem nenhuma importância a mobilização dos operários os dirigentes das centrais anunciam que

“Especial atenção será dada neste mês com o processo de eleição da presidência da Câmara dos Deputados e do Senado que ocorrerá no dia 1º de fevereiro. Nesse sentido, deliberou-se apresentar imediatamente aos candidatos nas duas Casas a agenda acima indicada“.

procurando fazer crer, sem nenhum fundamento na realidade, que tais “interlocuções” e articulações poderiam dar lugar a algum saída real para o problema dos trabalhadores

 

Um beco sem saída

Deixando de lado, toda a conversa fiada e tendo como base a própria experiência da classe operária brasileira, é por demais evidente que a mobilização dos operários é a única arma capaz de impedir a demissão em massa, fome e miséria para dezenas de milhares de trabalhadores e suas famílias

Neste momento de crise, infelizmente, não é só na Ford que existe a ameaça de demissão. Além desse caso muito grave, temos ainda o anúncio das cinco mil demissões no Banco do Brasil; já ocorreu o fechamento da York; da Mercedes Benz no interior de SP etc. O ano de 2021 começou com uma onda de demissões que na verdade é uma sequência e a expressão do aprofundamento da crise histórica do capitalismo. É o contrário da propaganda enganosa da burguesia na imprensa capitalista de que o País estaria saindo da crise. Os analistas econômicos da burguesia tentam vender o peixe podre de que estamos a caminho da melhora da situação quando, na realidade, ocorre o inverso.

Em todas as áreas o movimento vai no sentido da deterioração das condições de vida do povo. O sofrimento da pandemia com mortes e contaminação recorde, a fome que já é brutal, a nova onda de demissões em massa etc. Os capitalistas têm claro a gravidade da situação e a preocupação deles é defender unicamente seus próprios interesses diante da crise.

Por isso mesmo, a Ford se mandou após embolsar mais de R$ 20 bilhões de subsídios (ou sejam de dinheiro pagos pelos impostos pagos pelos trabalhadores), inclusive nos governos do PT.

Diante disso tudo é importante destacar a posição política da maioria das direções sindicais que é absolutamente contrária aos interesses dos trabalhadores e muito reacionária. É também um reflexo das posições e do ambiente da maior parte da esquerda nacional.

A burocracia reclama da política da empresa como se tivesse sido surpreendida. Não é verdade. A Ford fechou, em 2019, a fábrica de São Bernardo do Campo-SP, sem enfrentamento, e já tinha fechado a unidade no Ipiranga, na capital paulista. É uma política constante das empresas imperialistas que vêm ao Brasil, sugam o sangue dos trabalhadores e quando seus interesses já não estão sendo atendidos vão embora levando, inclusive a ajuda recebida do Estado.

Esses sindicalistas, por conta da política de aproximação com a direita golpista, procura apresentar que o problema se deveria apenas à desastrosa politica econômica do governo Bolsonaro. Isso nem de longe corresponde à realidade. O problema fundamental com Bolsonaro é que este representa a continuidade da política do golpe de Estado de 2016. Ele não fez nada de novo, deu continuidade à política de destruir a economia nacional, destruir as indústrias nacionais e, inclusive, fazer retroceder as empresas multinacionais aqui instaladas e fazer do Brasil um País exportador de matéria prima, que importa produto industrializado, inclusive automóveis. A Ford, por exemplo, vai continuar produzindo na Argentina e no Uruguai.

Uma perspectiva de luta

Diante dessa política criminosa não adianta chorar, tem que lutar. Os capitalistas e a direita não tem dó, nem piedade. É necessário colocar nas ruas uma ampla campanha nacional de mobilização contra as demissões e o desemprego. Falar para os trabalhadores da Ford e do Banco do Brasil que estão ameaçados que é fundamental a luta ou não não vai haver reversão do quadro.

A principal medida de luta é ocupar as fábricas. As fábricas da Ford têm que ser tomadas pelos operários, ocupada pelos trabalhadores que são capazes de produzir sem os gerentes, sem os sanguessugas dos capitalistas e produzir, quem sabe, um automóvel mais barato e popular para o povo brasileiro.

O ex-deputado e ex-presidente do PT, José Genoino está apresentando para a CUT, e bancada do PT no Congresso um projeto de estatização e nacionalização da Ford. É uma medida interessante, na busca de defender o emprego etc. mas para que aconteça não basta conversa no Congresso de Rodrigo Maia (DEM) e bolsonaristas, tem que ter luta, ocupação das fábricas. Ir para o enfrentamento com os patrões é a única maneira que os operários têm de enfrentar a crise. Isso foi demonstrado pela história da classe operária brasileira. Os momentos de maiores dificuldades os operários enfrentaram com ocupação, enfrentamento.

Os sindicatos precisam abandonar as férias, abrir as portas, convocar as plenárias, assembleias e a CUT abrir uma discussão em todas as categorias sobre como enfrentar as demissões e realizar uma campanha nacional de luta.

Por uma campanha nacional

A Corrente Sindical Nacional Causa Operária, está chamando ao ativismo classista a cerrar fileiras, sair à luta, para colar cartazes, distribuir panfletos contra as demissões e privatizações, defendendo a redução da jornada de trabalho, ocupação etc.

É preciso impulsionar essa perspectiva nos locais de trabalho, nas entidades sindicais, nos movimentos de luta, nos bairros operários, entre outros meios, ate;aves da constituição de Comitês de Luta contra o desemprego.

 É o único caminho para sairmos vitoriosos.

 

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