“A caipirinha”
A Obra “Caipirinha” de Tarsila do Amaral que deveria ser tratada como patrimônio público, pode ser embargada e ficar na mão dos capitalistas.
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Tela "Caipirinha" pintada em 1923 por Tarsila do Amaral | Foto: Reprodução

Uma das obras de pintura mais importantes do país, está sendo alvo de uma disputa judicial entre Carlos Eduardo Schahin, proprietário da obra desde 2012, e os 12 bancos credores a quem seu pai deve mais de R$2 bilhões, pediram a penhora do quadro para ressarcir as dívidas do pai de seu cliente, o empresário Salim Taufic Schahin, curso no escândalo da Lava Jato. Schahin pai, acionista de uma empresa petrolífera que faliu depois que a Petrobras começou a ser investigada por não apresentar balanços, comprou a obra nos anos 1990.

Em julho deste ano, a justiça determinou manter o leilão de Tarsila do Amaral, marcado para o dia 17 na Bolsa de Arte em São Paulo, com lance inicial de R $47 milhões e pode render novo recorde. Mas o advogado do filho de Salim solicitou ao juiz do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) o embargo do leilão.

Apesar de o leilão ter sido mantido, o ministro Moura Ribeiro estipulou duas condições para a sua realização. Uma é que o valor incluído não irá imediatamente para os bancos credores, e sim será guardado numa conta específica até o fim do imbróglio envolvendo uma obra judicial.

Outra é que compradores precisam ser notificados de que o julgamento final pode reverter o entendimento atual do TJSP de que o quadro pertence a Salim e, portanto, pode ser vendido para ajudar a sanar sua dívida com os bancos credores.

O leilão da tela “Caipirinha”, pintada em 1923 por Tarsila do Amaral está ameaçado de embargo, na realidade uma obra como essa, de uma das mais importantes pintoras do País, deveria mesmo ser tratada como patrimônio público, num museu também público.

Mas sendo alvo de disputa judicial entre credores do empresário e seu filho, que diz ter comprado a obra do pai. Ou seja, a pintura da artista está nas mãos dos capitalistas e dos bancos.

“A Caipirinha” foi finalizada quando Tarsila viajou pela segunda vez à Paris, em 1923, uma década vista como a mais importante da trajetória da pintora. A obra mostra a transformação da artista Modernista em uma ‘pintora de sua terra’.

“Sou profundamente brasileira e vou estudar o gosto e a arte dos nossos caipiras. Espero, no interior, aprender com os que ainda não foram corrompidos pelas academias”, declarou Tarsila do Amaral na época.

A importância da artista e a influência de suas obras é tamanha, que outra obra sua inspirou Oswald a escrever o Manifesto Antropofágico, que marcaria para sempre a arte brasileira como um movimento de criação de uma identidade nacional.

O que é cultura e arte pertence ao povo, pois as obras são as manifestações da vida e as angústias de uma cultura. E por isso não deve ser entregue assim aos capitalistas fascistas, como barganha, para lucrarem em cima daquilo que, repetindo, é do povo.

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