Eleições norte-americanas
Sob, o que parece ser, um amplo acordo da burguesia, Obama entra na campanha para dar o “empurrão” necessário para garantir a vitória de Biden.
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Obama e Biden - Eleições 2020
Obama em comício em Flint, Michigan. "Empolgando a galera" para Biden. | Foto por: reprodução.

Na reta final das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o ex-presidente Barack Obama passou a atuar de forma direta na campanha do candidato Joe Biden. Obama passou a aparecer em comícios, dar entrevistas se posicionando contra Trump e promovendo Biden e atuando junto aos seus cerca de 124 milhões de seguidores nas redes sociais.

Ao contrário do que aconteceu nas eleições de 2016, quando a candidata do partido democrata era Hillary Clinton e Obama praticamente não atuou na campanha, neste momento passou a promover seu ex-vice-presidente, e segundo pesquisas tem influenciado, principalmente, jovens que já estão no âmbito do partido democrata, mas que não estavam se sentindo estimulados a votar em Biden, mesmo ante intensa propaganda demagógica com mulheres, negros, jovens e imigrantes, por exemplo.

Na última semana, Obama e Biden, passaram a fazer comícios por Estados onde os democratas perderam em 2016, como em Michigan, local do discurso de quarta (26) que iniciou uma sequência no Estado. Nos comícios a projeção de Obama tem sido, inclusive, superior à do próprio candidato, atraindo milhares de pessoas.

Significado político

A presença de Obama na campanha de Biden, apesar de serem do mesmo partido, é um fato que foge ao histórico dos ex-presidentes norte-americanos de não criticar o presidente em exercício ou buscar desestabilizar seu governo, o que deriva também na não interferência nas campanhas eleitorais. O que demonstra, na verdade, um acordo dentro do regime político do país, para que se mantenha um roteiro estabelecido por dentro dos partidos, por exemplo, visando manter a farsa da “democracia”.

Obama teria “quebrado” esta tradição, entretanto, sob um completo acordo entre a ala majoritária da burguesia imperialista americana que, desde a sua escolha de Biden para representar seus interesses, tem feito várias manobras para garantir a vitória do democrata. Inclui-se aí, primeiro, a supressão da campanha de Bernie Sanders e um acordo dentro do partido com os outros pré-candidatos em favor de Biden. As declarações de apoio de políticos republicanos como George Bush, Colin Powell, a esposa de John McCain e capitalistas de diversos setores como jornais NY Times, Whashington Post, Rolling Stone, The Economist, entre outros.

Ou seja, foi costurado um amplo acordo entre poderosos setores da burguesia imperialista dos Estados Unidos para tornar Biden o novo presidente. O que parece estar se confirmando, segundo as pesquisas. A presença de Obama, parece ter sido planejada para ser a cartada final, na tentativa de transferir uma parte da sua popularidade ao candidato.

Outro aspecto importante a destacar é característica da política do governo Obama, em que Biden foi seu vice, e tem se mostrado ser a política majoritária do partido democrata. Foi no seu governo que se iniciou a guerra na Síria, hoje uma clara operação rapinagem imperialista, a aplicação e ampliação de sanções econômicas contra Venezuela, Irã, Coréia do Norte, o desenvolvimento de toda a situação de desestabilização do oriente médio, aonde o Estado Islâmico, por exemplo, tem sido financiado pelas potências imperialistas, inclusive pelos EUA. Destacou-se também a ampliação da política de monitoramento e espionagem global em massa, fato denunciado, inclusive pelo WikiLeaks de Julian Assange, e por Edward Snowden, pelas agências de inteligência dos EUA, fatos que levaram ao massacre que estas pessoas tem sofrido pelo governo norte-americano. Situação criada e impulsionada no governo dos democratas.

Assim, apesar de toda a demagogia com setores mais explorados da população, com a intensa operação de propaganda, feita inclusive diretamente pela grande imprensa, a política que se anuncia de um futuro governo de Joe Biden e Kamala Harris, não seria nenhum alento à intensificação da exploração da classe trabalhadora do país, que frente à gigantesca crise econômica internacional, está se aprofundando vertiginosamente. Esta dupla, na verdade, conforme o histórico de suas atuações, deve trazer uma intensificação da repressão violenta sobre essas populações, o que já é a tendência da burguesia internacional, como uma ferramenta para tentar manter o controle diante da catástrofe social em desenvolvimento.

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