O paladino da “democracia”
Em trecho de seu livro, Obama ataca Lula chamando de chefe de organização criminosa e corrupto “na casa dos bilhões”
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President Donald J. Trump shakes hands with the 44th President of the United States, Barack H. Obama during the 58th Presidential Inauguration at the U.S. Capitol Building, Washington, D.C., Jan. 20, 2017. More than 5,000 military members from across all branches of the armed forces of the United States, including Reserve and National Guard components, provided ceremonial support and Defense Support of Civil Authorities during the inaugural period. (DoD photo by U.S. Marine Corps Lance Cpl. Cristian L. Ricardo)
Obama, Joe Biden e Donald Trump | Foto: Cristian L. Ricardo

Em entrevista para o apresentador, Pedro Bial, da TV Globo para divulgação de seu livro de memórias “Uma Terra Prometida” o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desferiu ataques extremamente direitistas e reacionários ao ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva. Em uma outra imprensa golpista – Folha de São Paulo -, falando para o Jornalista Sérgio Dávila, o democrata reiterou sua fala em relação ao Lula sugerindo clientelismo e corrupção nos governos do Partido dos Trabalhadores.

O apresentador da Globo, lê um trecho do livro ao qual o ex-presidente norte americano se refere ao ex-presidente brasileiro:

“Ex-líder sindical grisalho e cativante, com uma passagem pela prisão por protestar contra o governo militar e eleito em 2002, tinha iniciado uma série de reformas pragmáticas que fez as taxas de crescimento do Brasil dispararem, ampliando sua classe média e assegurando moradia e educação para milhões de cidadãos mais pobres. Constava também que ele tinha os escrúpulos de um chefão de Tammany Hall e circulavam boatos de clientelismo governamental, negócios por baixo do pano e propinas na casa dos bilhões”.

Pedro Bial, pergunta se Obama ainda chamaria o Lula “o cara”, fazendo referencia a uma passagem em abril de 2009 onde os dois se encontraram em Londres para uma reunião do G20.

“Com os relatos de corrupção que surgiram, que afetaram o sistema brasileiro, na época eu não sabia de todos eles”

respondeu o ex-mandatário dos EUA.

Tammany Hall, era o nome dado à maquina política democrata que dominou a cidade de Nova York por varias décadas, até meados do século passado, e cuja atuação virou sinônimo de clientelismo politico e corrupção. No livro Obama fala também sobre a ex-presidente Dilma Rousseff, quando a visitou o Brasil em 2011. De acordo com trecho de seu livro, a viagem conturbada aconteceu poucos dias antes do ataques americanos contra a Líbia.

E ataca a falta de submissão do governo brasileiro à politica de ataques ao povo líbio dos EUA,

“O fato de que o Brasil na maioria das ocasiões tentava evitar tomar partido nas disputas internacionais – e se abstivera no voto do Conselho de Segurança sobre a intervenção na Líbia – só piorava as coisas”.

Na entrevista publicada pela Folha, em relação ao Lula, Obama diz,

“como escrevi, sempre havia rumores girando em torno dele sobre clientelismo, e está claro que o Brasil ainda tem problemas profundos de com corrupção sistêmica”.

Vale lembrar que os EUA é um país extremamente capitalista, e que apesar de se passar por um “democracia” limpa e plena, a realidade é bem outra, até porque a corrupção jamais vai deixar de existir sob o regime capitalista.

É importante lembrar que o governo de Barack Obama e seu vice Joe Biden, foi o responsável direto pelo golpe de Estado no Brasil em 2016, que derrubou Dilma Rousseff e deu inicio a perseguição politica ao ex-presidente Lula, levando-o a prisão por mais de um ano, e por consequência de seu impedimento de concorrer as eleições de 2018, levou ao poder o atual governo fascista e fraudulento de Bolsonaro. Dois anos após sua visita ao Brasil, em 2013, Edward Snodewn -ex-agente da Agência de Segurança Nacional americana (NSA) – veio a público denunciar as espionagens conspiratórias contra líderes de Estado brasileiro incluindo a ex-presidente Dilma e empresas estatais estratégicas brasileiras como o caso da Petrobrás e outras.

Em entrevista para a Revista Fórum, perguntada sobre as declarações de Obama em relação ao Lula, Dilma Rosseff declarou

“Eu achei muito suspeito por parte do Obama ter dito aquilo, porque parece que ele está tentando encobrir alguma coisa”.

E acrescentou que “não é usual, não se faz isso sem provas”. O ex-chanceler Celso Amorin para o Brasil 247 também criticou a fala de Obama “Obama é superficial e fez comentários levianos sobre o Lula”.

Em 2013, iniciou-se uma histeria da imprensa golpista e venal, junto com a operação Lava Jato, orquestrada e manipulada pelo ex juiz Sérgio Moro, que tem claras ligações com o imperialismo norte-americano, de supostas acusações de corrupção entre o governo do PT e empresas estatais e privadas. A farsa da luta contra a corrupção se espalhou rapidamente, inclusive com apoio de setores da esquerda pequeno burguesa brasileira. Apesar de toda denuncia de que a operação desencadearia em um golpe de estado que este Diário vinha fazendo, não demorou muito tempo para que o governo legitimamente eleito fosse derrubado.

É interessante que essas declarações do ex-presidente dos EUA, venham a público neste momento politico mundial, inclusive a situação que passa o Brasil. Acusar o Lula de corrupção e chefe de uma organização criminosa, em meio a uma articulação politica conhecida como frente ampla, que está sendo totalmente divulgada e organizada pelos interesses mais obscuros da burguesia nacional e internacional, e que está por trás toda a imprensa golpista englobando os setores mais reacionários e direitistas incluindo a esquerda pequeno burguesa visando claramente isolar o Partido dos Trabalhadores, em especial a ala esquerda mais ligada ao ex-presidente Lula, é algo a se pensar.

Em uma série de reportagens que vem sendo publicada por este Diário, “Biden o senhor da guerra”, além de desmascarar a politica genocida e criminosa de Biden contra países atrasados no mundo todo, ao longo de sua carreira politica, ela traz também momentos interessantes e de extrema violência e belicosidade durante os 8 anos de governo Obama. Pois como se refere Pedro Bial, Obama e Biden não era apenas amigos, eles mantinham um “bromance, romance entre brothers”. Ou seja, Obama que saiu a curso para defender a candidatura e a eleição de Biden são o que tem de pior do imperialismo mundial.

Sendo assim, os democratas, Obama e Biden, são os principais representantes do setor mais genocida e golpista norte-americano, logo, os principais inimigos da população mundial. No caso da Líbia por exemplo, um dos países mais ricos da África com altas taxas de desenvolvimento nos campos da saúde, moradia, alfabetização e uma grande infraestrutura de irrigação importantíssima num país desértico, hoje, após nove anos da intervenção dos democratas, a Líbia mal pode ser considerada um Estado, o país é disputado por diversos grupos armados, a economia foi destruída de tal forma que houve casos de venda escravos em praça pública!

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