O verdadeiro fascismo nas eleições: quem é a latifundiária vice de Alckmin?

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Como já se tornou perceptível, as eleições são processos fraudulentos, totalmente controlados pela burguesia, que se utiliza de diversos aparatos para tornar o processo totalmente antidemocrático, elegendo àqueles que mais atendem aos seus interesses. Na disputa dos presidenciáveis deste ano, Geraldo Alckmin é o preferido dessa corja, a mesma que, em 2016, consolidou o golpe e retirou a presidenta escolhida por mais de 54,5 milhões de brasileiros: Dilma Rousseff.

A candidatura de Alckmin à presidência conta com uma vice fascista e que, ao longo de sua trajetória política, demonstrou seguir e cumprir fielmente aos interesses da burguesia. Ana Amélia Lemos é filiada ao Partido Progressista (PP), que é oriundo da antiga Aliança Renovadora Nacional (ARENA), organização política que foi criada com objetivo de sustentar a política dos militares no período da ditadura. Época essa na qual foram inúmeros os casos de perseguição política, torturas e mortes, sem contar nas mazelas deixadas em outros segmentos, tais quais a economia. Nesse sentido, vale lembrar que, principalmente durante o período do chamado milagre econômico, foram contraídas enormes dívidas, em nome do estado brasileiro, para com os bancos do imperialismo mundial, sobretudo os norte-americanos. Os generais, que se diziam nacionalistas, fizeram enormes empréstimos e deixaram o Brasil refém do sistema financeiro internacional, o que fez com que uma enorme parcela do orçamento nacional fosse destinada para encher os bolsos dos banqueiros, em detrimento dos interesses do povo.

Ana Amélia tem ligações diretas com a Globo, mais especificamente com seu filiado, o Grupo RBS. Por anos ela foi colunista e comentarista do monopólio da imprensa golpista, atuando diretamente na propagação de mentiras e ideologias que são de interesse da burguesia. Em 2014 se candidatou ao governo do Estado do Rio Grande do Sul, também pelo PP, e já naquela época, apresentou irregularidades em sua candidatura. No que se referia a declaração de bens, as omissões de posse de bens móveis e imóveis foi gigantesca. A latifundiária não declarou a propriedade de uma fazenda de criação de gado, situada em Formosa-GO, que totaliza quase 2.000 hectares de terra, além de um terreno, em Brasília, com 776 metros quadrados, na época avaliado em R$ 1,4 milhão.

Uma das fazendas da latifundiária é a Saco do Bom Jesus, localizada em Goiás. São 1.909 hectares declarados improdutivos e sem uso e mais de 7 mil famílias com direito a terra negado na região. Em setembro de 2016, integrantes do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam a propriedade. Poucas horas depois a tropa de choque da Polícia Militar, sem ordem judicial, expulsou, arbitrariamente, os ocupantes, utilizando da tradicional truculência, característica de ações fascistas, que são comuns entre os agentes da repressão.

Ana Amélia, que em diversos momentos concordou com a política expressa por Jair Bolsonaro, atual filiado do Partido Social Liberal e antigo do Partido Progressista, também votou a favor do impeachment da presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, indo contra os interesses de mais de 54 milhões de brasileiros. A latifundiária também foi uma das autoras do que ficou conhecido como “AI-5 da Copa”. O objetivo da PL 728/2011 era repreender os manifestantes contrários a realização do evento no país, condenando todos como terroristas.

Ana Amélia, assim como Geraldo Alckmin, representam o que há de mais podre dentro da política nacional. Eles são a expressão da ala mais direitista e conservadora, que defendem diretamente aos interesses do imperialismo. Os golpistas são os apoiadores do retrocesso e da superexploração que massacra a população. Essa é uma das razões da importância da luta contra o golpe, que não poderá ser derrotado através das urnas, mas sim pela organização de amplas mobilizações populares. Estas, ao longo da história, foram as maiores responsáveis pelos direitos adquiridos pela classe trabalhadora.