O VAR e a arbitragem de campo fazendo o torcedor brasileiro de idiota e palhaço

torcida rubro

Já relatamos através de matérias publicadas aqui nesta coluna que nas últimas três semanas em que foram realizadas as partidas decisivas dos principais campeonatos estaduais, o VAR roubou a cena em quase todas elas. Os fatos demonstraram que a intervenção da engenhoca nos lances considerados polêmicos, longe de dirimir ou auxiliar o árbitro de campo em suas decisões, contribuíram muito mais para criar novos elementos de confusão, dúvidas e incertezas.

Portanto, se já não fossem suficientes todas as incertezas, controvérsias, inseguranças e polêmicas trazidas para o futebol brasileiro com o advento do árbitro de vídeo (VAR), depois que o recurso passou a ser utilizado de forma mais frequente nas partidas consideradas decisivas, temos agora o “olho eletrônico” funcionando como estratagema para enganar e fazer chacota com a cara do torcedor brasileiro, tentando fazê-lo de idiota, de imbecil.

O “espetáculo” ridículo, bufão e quixotesco protagonizado pelo VAR na partida entre Vasco e Flamengo, que decidiu o título do segundo campeonato mais importante do país (carioca), oferece a nós e ao torcedor a exata medida dos tempos estranhos, bizarros, em que vive o futebol brasileiro.

Na partida – vencida pelo Flamengo, que acabou sagrando-se campeão estadual – era totalmente perceptível a insegurança da arbitragem de campo (juiz e auxiliares), que conduziu o jogo de forma hesitante, confusa e atabalhoada. A falta de sintonia entre o árbitro de campo e os “bandeirinhas” resultou na não marcação de lances claramente irregulares. Em duas situações a atuação da arbitragem, ao não marcar a irregularidade no lance de origem, ocasionou erros clamorosos. No primeiro lance, o auxiliar de linha deixou de marcar um impedimento claro do atacante rubro-negro. Na sequência do lance ocorreu uma falta a favor do Flamengo. Na cobrança da infração, com a bola alçada à área, saiu o primeiro gol da partida, a favor dos rubro-negros. Os vascaínos protestaram, mas de nada adiantou. O VAR não foi acionado e o gol – irregular no lance de origem – foi confirmado.

Ainda na mesma partida aconteceu o mais patético dos lances, onde tanto a arbitragem de campo como a engenhoca eletrônica não foram capazes de impedir que um lance flagrantemente irregular tivesse continuidade, com o atacante rubro-negro marchando em direção ao gol, driblando o goleiro e empurrando a bola para as redes. Num primeiro momento, como nada foi assinalado, tanto pelo juiz como pelo auxiliar de linha, Gabriel Barbosa (Gabigol), autor do “gol”, saiu em comemoração, se dirigindo à torcida, que também comemorou entusiasticamente o que seria o segundo gol flamenguista. Somente depois, a arbitragem “percebeu” a irregularidade escandalosa do lance, anulando o gol ilegítimo. A euforia da torcida deu lugar a frustração, deixando o torcedor com cara de palhaço.

Trata-se de um verdadeiro escárnio contra o torcedor os acontecimentos protagonizados pelo VAR e a arbitragem do futebol brasileiro. O atual nível da arbitragem nacional pode ser classificada como sofrível, de baixíssimo nível técnico, onde erros grotescos vêm sendo cometidos, comprometendo a lisura e a legitimidade dos resultados em várias partidas.