Solidariedade
Para a esquerda pequeno-burguea, o PCO sempre está errado, não importam os fatos
Tip the scales of justice concept as a the finger of a person illegaly influencing the legal system for an unfair advantage with 3D illustration elements.
Alvo das calúnias da esquerda. | Reprodução.

A semana que está terminando foi marcada por um enorme debate do qual participei diretamente. O PCO, ao se recusar a baixar a cabeça e abaixar suas bandeiras diante de uma absurda tentativa de impor tal política na manifestação em São Paulo, acabou sendo alvo de intimidação vinda por parte do líder do “Movimento Somos Democracia”, Danilo Pássaro, que também é filiado ao PSOL e, segundo dizem, é pré-candidato a vereador na eleição desse ano.

O debate quase terminou em vias de fato, já que Pássaro, junto com outros aliados, perto das 10 horas da noite, sem aviso previa e sem ser convidado, veio até o prédio onde funcionam os estúdios da Causa Operária TV para “ter uma conversa urgente” comigo. Tal ação, que já seria suspeita por si só, foi claramente uma tentativa de intimidação: primeiro, tanto Pássaro como outros têm meu telefone e inclusive mantendo conversas frequentes, se quisessem conversar bastaria entrar em contato e marcar, mas esse não é o principal.

O mais importante é saber que dois dias antes, um áudio de WhatsApp gravado e difundido pelo próprio Danilo Pássaro dizia que com o PCO agora são “poucas idéias”, inclusive afirmando que na avenida Paulista só não foram às vias de fato com o PCO por conta da repercussão que daria na imprensa.

Esse áudio foi antecedido ainda por uma insinuação na véspera do ato, quando recebi, por parte de um dos organizados do “Somos Democracia”, que também veio me “visitar” na noite de terça-feira, o recado de que se o PCO não aceitasse a imposição de não levar bandeira no ato “era melhor nem ir” pois isso poderia dar “confusão”.

Esse é o panorama do que aconteceu. Já analisamos exaustivamente os motivos políticos que fizeram o movimento chegar até aqui. Não irei repetir aqui.

Como se vê, os fatos não deixam dúvida de que se trata de uma intimidação contra os militantes do PCO. Não é apenas uma interpretação da nossa parte, há áudios e fatos que se ligam e mostram que as intenções de Danilo Pássaro e seus aliados era no mínimo intimidar.

Mesmo assim, mesmo diante dos fatos, até agora quase nada foi falado pela esquerda. O próprio PSOL se cala diante do acontecido: o PSOL defende Pássaro? Condena sua atitude? Não sabemos. O mesmo vale para a quase totalidade dos grupos, partidos e órgãos da imprensa alternativa. O aliado de Boulos parece estar certo, não importam os fatos.

Já quando se trata de PCO é o exato oposto: o PCO está sempre errado, não importam os fatos. Como exemplo podemos citar um caso bem recente. O PCO foi acusado de gângster e tentar assassinar uma pessoa simplesmente porque foi até a casa desse sujeito para discutir. A tentativa de discutir se torna tentativa de assassinato.

Apenas para relembrar o fato, essa história ocorreu no início do ano quando dois companheiros da direção do partido foram até Florianópolis fazer uma reunião de esclarecimento com um simpatizante que havia apresentado uma divergência pública. Diga-se de passagem, o partido sequer teve a possibilidade democrática de ter conhecimento de tal divergência antes que fosse divulgada. Pois bem, mesmo com reunião marcada, esse ex-simpatizante não apareceu, o que fez com que os dois dirigentes o procurassem em casa.

Essa ação se transformou em tentativa de assassinato e ganhou até mesmo um programa no Youtube para denunciar a “violência do PCO”.

Como se pode ver, a repercussão foi bem diferente do que a de agora, mesmo com todas as provas. Dois pesos, duas medidas. É assim que age a burguesia e pequena-burguesia diante da classe operária e suas organizações.

 

 

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