O trabalho organizativo dos comitês

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Veja um trecho da Análise Política da Semana, da COTV, no Youtube. Nesse trecho, o companheiro Rui Costa falou obre o tema “O trabalho organizativo dos comitês”:

 

“Bom, na conferência nacional aberta eu queria destacar também duas questões que foram levantadas que são consenso e que são as seguintes:

A primeira delas é a questão do Jornal A luta Contra O Golpe. Uma iniciativa recente. Está no quinto número e que é muito importante. Vocês vejam bem. A luta contra o golpe de estado, a luta pela libertação do Lula, não tem órgão de imprensa. A burguesia tem milhares Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, O Globo, Zero-hora, Correio Braziliense e assim vai. São milhares. Todo mundo conhece cada um dos seus estados sabe que a burguesia tem uma imprensa e fala toda ela mesma voz, parece uma empresa única né. Quando se trata de ser contra, por exemplo, a candidatura do Lula, esses milhares de jornais falam exatamente a mesma coisa de norte a sul do país. A burguesia tem canais de televisão, que são um extraordinário privilégio legal que eles têm. Por exemplo, a Família Marinho não sei se eles nasceram com sangue azul, eu não sei qual que é a jogada deles, mas eles têm mais direito do que milhões de brasileiros e eles têm direito a um canal de televisão exclusivo para eles que é dado pelo governo eleito pelo o povo brasileiro. O povo elege o governo, aí o governo chega lá e fala assim: ‘você e sua família Marinho aqui ó. Rede Globo é de vocês e as subsidiárias da Globo são distribuídas entre políticos todos eles ligados à família Marinho”. É um gigantesco aparato. Nós não temos nada disso. O máximo que a gente tem, por enquanto, é a internet, constantemente ameaçada aí por todos os lados porque escapa desse controle logicamente.

Então é da maior importância que o movimento tenha um órgão de imprensa. Nós temos publicado até agora 30 mil exemplares. Não vamos nem aumentar nem diminuir a coisa do Jornal A luta contra o golpe. Nós discutimos na conferência aberta que devemos fazer com que esse jornal chegue a 100 mil exemplares imediatamente. Essa que tá saindo agora vai sair com 100.000 porque de qualquer maneira se a gente não conseguir recolher o dinheiro, a gente faz campanha financeira né. O jornal está sendo sustentado pelos comitês e vamos tirar porque é muito importante a convocação do ato do dia 15, mas uma coisa que todo mundo que faz parte desse trabalho tem que ter Claro é que nós precisamos ampliar essa imprensa. Se nós queremos ser ouvidos nós temos que ter meios para ser sermos ouvidos e o jornal nesse sentido é da maior importância.

Uma segunda coisa que foi discutida que eu acho que é essencial. Nós precisamos fortalecer o movimento dos comitês de luta contra o golpe. Nós precisamos cadastrar e estabelecer meios de comunicação e estreitar o relacionamento com os comitês existentes e criar mais comitês e atrair comitês que estão aí trabalhando mas estão, como é que se diz, separados do movimento geral para um movimento geral.

Nós precisamos rapidamente, se nós queremos levar adiante a ideia de organizar um poderoso movimento popular pela libertação de Lula etc e tal, nós precisaremos organizar cerca de mil comitês. Tudo isso é um trabalho organizativo. Você tem que estabelecer uma Central. Nós temos que melhorar nosso trabalho nas redes sociais; temos que melhorar os meios de comunicação; temos que aumentar o número de reuniões entre os comitês em nível Municipal Estadual e Nacional. Nós tamos, como foi convocado no próprio ato, uma plenária nacional dos comitês do dia 15 em Brasília. Quer dizer que além do ato público lá , vamos arrumar um local lá em Brasília. Vamos reunir de novo os comitês para fazer uma discussão mais breve, mais sucinta, mas vamos dar mais um passo no sentido do fortalecimento da unidade desses comitês. Vão fazer uma nova conferência assim por diante. Então temos que trabalhar muito em torno do fortalecimento dos comitês. A  proposta é que cada comitê tenha um sistema de cadastramento de pessoas e que tenha no mínimo 20 pessoas ativas. Lógico, comitê deveria ter um número grande de pessoas com quem o comitê se corresponde. Manda um e-mail, fala no Facebook, Fala no WhatsApp, sei lá, qualquer coisa. Qualquer rede social mas que tenha no mínimo 20 pessoas ativas. Um mil comitês com 20 pessoas ativas são 20 mil pessoas ativas. Bem  organizadas, bem orientadas, são uma força poderosa.

Então essas resoluções aqui são muito importantes. Eu acho que a gente precisa tá vamos chamar todos os comitês para discutir essas propostas. Semana  que vem vai sair uma publicação das propostas que foram discutidas lá conforme foi dito na conferência aberta, e nós vamos chamar todos os comitês a fazer esse debate.

Então, quer dizer, nesse sentido a conferência nacional aberta foi um sucesso. Ela teve um apoio importante de setores que estão na luta contra o golpe. Estiveram  presentes lá esteve presente lá em primeiro lugar a presidenta do PT, dando apoio à luta contra a luta contra o golpe, à luta pela libertação de lula. A  gente sabe que a Gleisi Hoffmann é da ala do PT que defende efetivamente Lula e tem a ala daqueles que estão desesperados para se livrar do Lula. Esteve lá o deputado Vicentinho. Esteve lá o ex-deputado Adriano Diogo. Esteve  a presidenta, ex-presidenta licenciada da APEOESP, Isabel Noronha Bebel, que é uma pessoa, a gente deve destacar aqui, que tem dado um apoio real sistemático a toda essa mobilização. APEOESP é um dos sindicatos que mais se empenhou na luta contra o golpe. Nós tivermos muita briga dentro da APEOESP pelas campanhas salariais com a própria Bebel, mas o fato é que a posição da APEOESP tem sido posição sempre combativa e o que permitiu que a gente fizesse uma frente única, uma vez que o PCO não é uma seita. Não leva a coisa para o lado pessoal e coloca em primeiro plano os grandes problemas políticos nacionais e não as pessoas abc porque se fosse assim também a gente não defenderia o Lula porque também tivemos muita briga com o Lula.

Mas enfim queria destacar esses apoios que são importantes e que contribuem para fazer avançar o movimento de luta contra o golpe. A  conferência discutiu uma proposta de fazer um grande encontro pela Liberdade do Lula. Pela  candidatura do Lula. Nós tamos levando essa proposta para outros setores do PT e ver se eles concordam em realizar uma atividade como essa e daí nós vamos tirar as conclusões necessárias.”

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