Universidade Marxista
Com mais de 1200 inscritos, curso formou ativistas na luta contra o mito de Stalin e sua política contrarrevolucionária

Por: Redação do Diário Causa Operária

Foi encerrado, na última semana, o curso da 46ª Universidade Marxista, que tinha como tema “O que foi o stalinismo, uma análise marxista”. Foram 16 aulas e cerca de 50 horas de curso. 

As pessoas que se inscreveram, tiveram acesso à plataforma da Universidade, que conta com um conjunto de recursos, uma enciclopédia, que diz respeito aos temas do curso, e uma biblioteca que traz uma bibliografia completa sobre o que foi ministrado no curso pelo companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO).

No curso, o Partido procurou demonstrar que o stalinismo não tem qualquer relação com o socialismo e que, na verdade, foi um movimento contra a Revolução Russa de 1917. Josef Stálin liquidou toda a geração revolucionária de 1917, trucidou os militantes fundadores do partido bolchevique, os que ingressaram depois, antes e durante a guerra civil russa. Enfim, Stálin deu cabo dos militantes que eram a expressão física da revolução. 

No curso foi muito destacado que essa liquidação não foi apenas na Rússia. O stalinismo liquidou os melhores elementos revolucionários em todo o mundo. Se não foram liquidados fisicamente, o foram a partir de uma campanha intensa dos stalinistas. 

Stalin bloqueou a revolução proletária no momento mais revolucionário da humanidade, anos 1920 e 1930, e também no pós-guerra, atuando a serviço do imperialismo dito democrático. Também estrangulou a revolução, por exemplo, na Grécia.

Os mitos também foram desmascarados. Stálin, por exemplo, foi o causador de um dos maiores desastres econômicos da Rússia. O desenvolvimento do país, a industrialização, também é fruto da militância revolucionária que havia no país, e que efetivamente trabalhou no problema. Stálin apenas se apoderou de maneira oportunista do trabalho de outros, e levou adiante de uma maneira caótica e desastrosa.

Por outro lado, o regime stalinista deu uma contribuição decisiva para a ascensão do nazismo ao poder, além de ter estrangulado as revoluções na Espanha, na França e na Alemanha, o que abriu espaço para a Segunda Guerra Mundial. 

Ele destruiu o alto e o médio comando das forças armadas russas. Aproximadamente 40 mil oficiais russos foram executados às vésperas da segunda Guerra. A Rússia foi salva da destruição pela ação da mobilização popular, e pela ação de alguns generais que escaparam da matança promovida pelo stalinismo, o que também foi demonstrado no curso. 

O PCO fará mais uma parte do curso, pois o presente parou em 1945. Essa segunda parte será feita em julho deste ano. 

De todo modo, a importância política desse curso está em que é preciso desmascarar o mito do stalinismo. O Stalinismo não é marxismo, ele, como disse Trótski, prostituiu o marxismo, exterminou toda uma geração do movimento operário mundial. Não é possível deixar que um mito desse se imponha. É preciso resgatar o socialismo, não ligado à barbárie stalinista, mas sendo uma doutrina libertária e revolucionária da classe operária. 

O curso é parte do esforço político para separar o stalinismo do marxismo, mostrar que o stalinismo é inimigo da revolução proletária, da libertação dos povos.

Para essa primeira parte, foram mais de 1200 pessoas inscritas, o que representa uma vitória organizativa do partido, e se espera que isso tenha um resultado positivo na situação política, na conquista de pessoas engajadas na luta por uma teoria revolucionária verdadeira, sem manchas de sangue. 

É preciso destacar, por fim, que todas as aulas estão disponíveis para quem quiser fazer o curso. Basta acessar o site, se inscrever e ter acesso às aulas e a todo o material de apoio disponível.

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