Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

A campanha eleitoral está apenas no início e já é possível tirar algumas conclusões. Em primeiro lugar, as eleições têm mostrado a debilidade da frente ampla. Os candidatos do setor da burguesia golpista que procura costurar a frente ampla mostram dificuldades para emplacar, mesmo com todo o esforço da imprensa golpista para divulgá-los. Bruno Covas tem dificuldades em Sâo Paulo, Eduardo Paes no Rio de Janeiro e outros casos são bastante significativos nesse sentido.

Há um impasse dentro do regime político nesse momento. A polarização tende a se intensificar e parece que as eleições não conseguirão contê-la.

Para a burguesia da frente ampla se recuperar só há uma caminho. Seria preciso que a esquerda (a burocracia sindical, os partidos da esquerda pequeno-burguesa etc) decidisse apoiar essa direita. Em suma, a frente ampla precisa englobar a esquerda, mais especificamente o PT, para que possa ser bem sucedida. Na medida em que isso não acontece, na medida em que ela foi vetada pelo PT que lançou candidatos na maior parte das cidades importantes, os candidatos da burguesia continuam ladeira abaixo.

Essa situação fortalece Bolsonaro e isso nos leva a mais uma conclusão importante da eleição. Na medida em que a burguesia não consegue atrelar a esquerda a uma política para criar uma alternativa dos verdadeiros golpistas, ela vai acabar apoiando o próprio Bolsonaro. Portanto, é falsa a ideia de que seria preciso a frente ampla para combater Bolsonaro, porque a burguesia só aceita tal frente se a esquerda estiver totalmente subordinada, daí também a importância e o esforço por isolar Lula, pois sua popularidade, por si só, dificulta a operação dessa direita.

Que a direita irá apoiar Bolsonaro como resultado do fracasso da manobra da frente ampla isso já fica claro quando a burguesia afirma que Bolsonaro é totalmente ineficiente mas que é preciso sustentá-lo no governo.

Vemos nesses primeiros momentos da eleição, portanto, o caráter da profunda crise nacional. A direita tradicional procura usar o bolsonarismo para se reabilitar, procurando aparecer como oposição a ele, o que sabemos, é uma falsificação. Esse “aplique” é difícil de colar porque essa burguesia foi quem aplicou os planos de ajuste contra o povo. Foi quem aparece com maior ferocidade colocando em prática os maiores ataques econômicos contra os trabalhadores.

Diante dessa crise, o elemento fundamental que falta nesse quadro geral é a iniciativa da esquerda. Ou melhor dizendo, a falta de uma iniciativa real da esquerda para intervir na situação.

Isso se reflete na questão das eleições, que é um show de oportunismo por parte da esquerda. Se alguém precisava de uma prova de que a esquerda no seu conjunto era um obstáculo mais do que um instrumento para lutar contra os golpista, as eleições mostram isso claramente. A esquerda mostra uma completa adaptação à direita seja por meio das alianças mais absurdas nos municipais com partidos inclusive bolsonaristas seja pela adoção de políticas direitistas. Um exemplo é a candidatura da major da PM em Salvador a prefeitura pelo PT e o coronel da PM vice do PSOL no Rio de Janeiro, reforçando a política repressiva da direita.

Isso se expressa também no escandaloso financiamento do candidato a vereador do PSOL em Duque de Caxias por Armínio Fraga, representante dos banqueiros e pela herdeira do Itaú.

A esquerda pequeno-burguesa mostra que não está disposta a levar adiante nenhuma mobilização real contra Bolsonaro, mas se afundar nas ilusões e no oportunismo eleitoral.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas