Eleição do Andes mostrou a rejeição ao golpe defendido pela Conlutas-PSTU

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O processo eleitoral para escolha da diretoria do Andes-SN biênio 2018/20 representou um importante marco na luta pela reconstrução do movimento docente combativo e de luta contra o golpe.

Depois de 14 anos sem disputa entre chapas, a chapa da diretoria, A Chapa 1 “ANDES Autônomo e de Luta” , utilizando toda a máquina do sindicato obteve  8.732 cerca de 51, 71 % dos votos dos eleitores que comparecem às urnas. Por sua vez, a chapa 2, Renova Andes, a chapa do movimento de oposição teve 7.215 (42,73%).

Os dados completos da eleição estão disponíveis no sítio do  Andes “ A votação ocorreu, através de voto direto e secreto, nas secretarias regionais e em 99 seções sindicais do Sindicato Nacional em todo o país. Do total docentes aptos a votar (69.152), 24,42% compareceram às urnas, ou seja, foram 16.887 votantes. Desses, 8.732 (51,71%) votaram na chapa 1; 7.215 (42,73%) na chapa 2; 481 (2,85%) em branco; e 459 foram votos nulos (2,72%). Confira o mapa da apuração na planilha da Circular nº  31/CEC/18.

A vitória por uma margem apertada, indica que cresce na categoria um movimento de rejeição ao sectarismo da CSP- Conlutas. A chapa 2, Renova Andes teve mais 45% dos votos válidos, apesar de ser movimento recente.

Uma questão relevante é o fato que a chapa 1 durante a campanha eleitorial não defendeu as posições tradicionais dos grupos que compõem a diretoria do Andes, a esquerda pequeno burguesa. Assim, negaram que não reconheciam o golpe de estado de 2016, e afirmavam que era preciso derrotar as contra reformas do governo golpista”. Durante a campanha, na ocasião da prisão de Lula, a CSP ,a central golpista do PSTU defendeu abertamente a prisão de Lula, a chapa 1 composta pelo PSOL e PCB, que era apoiada pela CSP, lançou nota contra a prisão do ex-presidente.

A chapa 2 , Renova Andes formada pelos docentes que participaram ativamente da luta contra o golpe, que integram os comitês de luta contra o golpe, procurou construir uma unidade contra o golpe e publicou uma carta aberta propondo uma unidade com a chapa 1 na luta contra o golpe. Entretanto, não obteve resposta por escrito, mas através dos posicionamentos do candidato a presidente do Andes pela Chapa 1, ficou evidente que a “ luta para derrotar os golpistas” não era real, mas apenas um jogo de cena, para escamotear o apoio ao golpe por parte da diretoria do Andes.

Em diversas universidades, como a UFRB, UNB, UNEB, UFPE, entre outras, a chapa 2 Renova Andes obteve vitória, o que demostra um crescimento do movimento de oposição na categoria.

Para próximo período esta colocado, a luta pela construção de um movimento nacional de luta contra o golpe nas universidades, que passa pelo fortalecimento do Renova Andes.